12/03/2009

E se...

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PRATICAMENTE FORMADA! Essa é a palavra do dia. Há pouco cheguei da faculdade, onde acabei de defender minha monografia. Tudo correu super bem! Achei que ia ficar muito mais nervosa, mas que nada, tudo deu muito certo, ai-minha-nossa-me-segura! Agora só falta a colação de grau, que está prevista para abril, vamos ver...

Bom, o tema de hoje é um restinho do tema de ontem. Fiz o pudim para as crianças, ficou delicioso e lindo, rs... Caprichei. E a Iole (com i de índio) estava tão feliz!!!! Feliz por poder compartilhar uma refeição do jetinho dela com os colegas. Por permitir que eles fizessem parte do mundo dela, nem que só por um pouco de tempo (palavras dela). Lembro ainda da satisfação dela em responder às perguntas dos coleguinhas, explicando o quanto foi difícil se adaptar, mas que agora ela já vê todos os cuidados que toma como normal! Amanhã ela vai levar seu medidor de glicose, a injeção, a insulina e mostrar alguns produtos DIET que ela tem em casa para comer (aqui é difícil encontrar). E eu sou sempre premiada com alunos especiais. A Iole com o diabetes, a Marcelina que tem nanismo (é anã), o João Paulo (irmão do Daniel, gêmeos... João Paulo e Daniel, sacam?rs) que tem problemas neurológicos... e todas as minhas outras joinhas. Todos com seu jeitinho. Mas são os casos mais "complicados" que me dão idéias e mais idéias, como a desse projeto sobre o diabetes. O meu objetivo, além do ensinar os conteúdos normais, é criar cidadãos que se preocupem uns com os outros, cuidem uns dos outros, que busquem ter boas relações com todos, que se aceitem como são, se amem. Não quero uma sociedade como a nossa, onde a competitividade cria laços de egoísmo, onde meia dúzia toma decisões por todo o resto que paga o pato. Quero uma sociedade mais humanitária, mais amorável.

E ver os colegas interessados na Iole, perguntando como ela se sente, se preocupando com ela, cuidando dela... Nossa, isso emociona, emoção que não acaba mais! E junto com a emoção vem aquela agoniazinha. Será que ela vai estar sempre bem? Será que está se cuidando direitinho? Ela vai viver normalmente para sempre? Ai, ai... Mas eu sou feliz, por ter meus lindinhos do meu lado. Sabe, ser professora não é o que eu amo fazer. Mas ser professora deles, isso sim, EU AMO!

Tive muitas dúvidas com relação a se eu conseguiria realizar este trabalho, com essa turma digamos, "difícil". E se eu tivesse desistido? E se eu tivesse me negado a começar. E se... E se...

Eu quero um mundo melhor para eles, um mundo que os receba de braços abertos, e quero que eles saibam se virar nesse mundo. Por isso prego a sustentabilidade, os cuidados à saúde, a espiritualização através da fé, o amor ao próximo e a nós mesmos. Eu quero um mundo melhor.

Você quer?


Beijos (perdão, ainda emocionada dos meus anjinhos...).


FUIZ...
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