14/07/2010

Como a pervinca

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Tenho o costume de ler a meditação diária. Hoje li um texto muito bom, ao qual vou dar uma adaptada para se encaixar à nossa realidade. Muito bom para refletirmos.


COMO A PERVINCA


"Um dia, meu esposo visitou um velho amigo nosso e voltou com muitas plantas. Entre essas plantas, estava uma que chamamos pervinca, uma flor rosada, de cinco pétalas, que não exige atenção especial. Nós a plantamos ao lado da calçadinha, dentro da área do jardim. Mais tarde, notamos que algumas estavam crescendo entre as pedras que pavimentavam o caminho, e por toda parte onde não deviam crescer. Precisaram ser arrancadas com uma forte mão.

Descobriu-se, casualmente, que eu estava sofrendo de hipertensão. Meu regime alimentar precisou ser mudado. Descobri que certas coisas de que sempre gostei não são as melhores para minha saúde. Elas precisavam ser evitadas, ou eu enfrentaria as consequências mais tarde. Ainda me vejo cedendo à tentação a algumas coisas. Um bombom? Grande coisa, digo eu. Que mal pode fazer um bombom?

Então, eu o escondo. Anseio por algo que pode acabar sendo prejudicial à minha vida. Parece que sou como a pervinca, crescendo onde não devo crescer, fazendo as coisas do meu jeito.

Precisamos refletir e nos arrepender de nossos velhos hábitos. Foram eles que nos trouzeram onde estamos. Mas, por conta própria, muitas vezes nos sentimos impotentes. Assim como a pervinca, necessitamos de uma mão forte que nos arranque dos lugares errados e nos fixe na direção certa. Um blog, um lugar de desabafo, alguém. Arrepender-nos é enfrentar o problema e o fato de que não podemos fazer nada para resolvermos as coisas sozinhas. Precisamos reconhecer nossa teimosia, e arrepender-nos, e repensarmos e traçarmos uma meta real, objetiva e satisfatória. A primeira vez que nos arrependemos é frequentemente a pior – e a melhor. É a pior porque a ferroada da dor e da desilusão vem com força total. É a melhor porque não há alegria no mundo que se compare à de conseguir parar e repensar para, logo em seguida, retomar as rédeas.

Assim, não importa quão desobedientes e obstinados sejam os seus hábitos, ou que tentações lhe tenham ocorrido – por pequenas que sejam – você não pode esconder-se de todos, nem de si mesma."

E então, vamos continuar permitindo que nossos maus hábitos continuem nos atrapalhando, como as pervincas, que satisfazem a uma primeira olhada, mas se espalham a uma velocidade avassaladora?

Vamos pensar.


Bjs.


(As coisas por aqui, ainda muito instáveis. A cada dia um novo problema. Mas vou conseguir.)

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