25/08/2011

Doar, doar... mas onde?


Sempre tive vontade de ser doadora. De medula. De órgãos. De sangue. Nunca doei sangue porque tenho desespero por agulhas, e ver aquela agulha grossona me dá arrepios. Mas tenho acessos de disposição. E sou daquelas pessoas que agem por impulso. Posso estar no meio do trabalho e ter uma vontade súbita de doar sangue, pedir uma licencinha e ir ali fazer a doação. Ou ter uma pessoa próxima, querida, ou conhecida e ir ali doar. Mas confesso, sou uma cagona.
Essa semana começaram algumas campanhas no Twitter, de apelo à doação de sangue. Uma menina bastante conhecida no meio ( @Tchulimtchulim ) sofreu um acidente (foi atropelada por um ônibus) e, precisando de doações para repôr as bolsas de sangue utilizadas nas cirurgias que sofreu, ela e seus amigos decidiram iniciar uma campanha, pois quando o calo aperta é que se sente a real necessidade da coisa.  Ela já repôs as bolsas e continua na campanha, pois viu que esse é um ato contínuo, uma necessidade que nunca se esgota. A necessidade não, as bolsas de sangue sim. Muitos criticaram, pois antes não se falava muito nisso, e agora foi só uma pessoa mais conhecida precisar e um monte de gente aderiu à campanha. Entendo quem criticou, pois muitos lutam pela doação de sangue há anos e não conseguem toda essa visibilidade. Mas acho que é a hora de aproveitar e não fazer jogadas contra. E entendo também quem só agora sentiu o quanto doar faz a diferença e resolveu se engajar de vez nessa luta. 


Então, nesse meio tempo, tivemos o Gianechini com linfoma e conheci o caso de uma outra garota, a Marcella ( @Marcella_be ), que tem uma doença no sangue chamada Mielodisplasia, e a única maneira de tratar essa doença é... transplante de medula óssea. Ela é uma das blogueiras do blog Salto Partido Alto. Aí a gente vai pensando, !viajando" pela internet e vai encontrando dezenas de outros casos de crianças, adultos... São muitos os casos de doenças que necessitam de transplante de medula. E a chance de encontrar um doador compatível é coisa de 1 em 100 mil. Ou seja, quanto maior o banco de doadores, maiores as chances desse pessoal conseguir a cura. Eu morria de medo, tinha a visão daquelas cenas de punção lombar dos filmes do House, onde se colocava uma agulhona imensa na coluna e a pessoa se contorcendo de dor, aí tirava-se a medula necessária. NADA. Quando soube que o doador recebe anestesia geral, ME ANIMEI, kkkkk!

Aí, num desses meus ímpetos, decidi: VOU ME CADASTRAR. E aí descobri a dificuldade que é ser doador de medula. GENTE! No interior isso é muito difícil! Aproveitei que ontem meu marido teria consulta em Ijuí, que tem um dos hospitais de referência no tratamento do câncer, o CACON (onde minha sogra se trata), e já arquitetei tudo. Mas antes, resolvi fazer uma ligaçãozinha. Apenas para descobrir que,EM TODO o Rio Grande do Sul, há QUATRO lugares onde posso me cadastrar como doadora de medula óssea. QUATRO, sendo que dois desses se encontram na capital. Oi? E nenhum deles é na minha cidade, e nenhum deles era na cidade onde eu iria. Um deles é relativamente perto, em Santa Rosa, mas é complicado sair daqui e ir até lá trabalhando a semana toda, certo? ABSURDO. 

Deveria existir uma maneira de se cadastrar em qualquer Banco de Sangue, afinal de contas, é preciso apenas uma amostra de 10ml de sangue para se cadastrar. Uma seringa gente, uma seringa. Custa fazerem a coleta e transportarem para um desses lugares a fim de fazerem os demais testes e nos colocarem nesses benditos bancos? Enfim, fiquei decepcionada, indignada, beeem irritada com isso. As pessoas precisando e pessoas como eu, querendo doar e não podendo. Complicaaaado. 


Então aqui fica meu apelo: se você tem condições, se mora em uma cidade com hemocentro, SEJA UM DOADOR. Para ser um doador de medula, é muito fácil:

 É preciso ter entre 18 e 55 anos de idade e boa saúde (ver condições na sessão “Doação de Sangue”);
· É necessário se cadastrar como doador voluntário em um Hemocentro (veja os endereços listados abaixo);
· No cadastramento, os voluntários doam apenas 10 ml de sangue;
· Essa amostra passa por um exame de laboratório, chamado teste de HLA, que determina as características genética do possível doador;
· As informações são colocadas em um cadastro nacional, o REDOME, ou Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea;
· Quando alguém precisa de transplante, os técnicos do Redome fazem a pesquisa de compatibilidade por entre os registros de todos os doadores cadastrados;
· Se for encontrado um doador compatível, ele será convidado a fazer outros exames de compatibilidade genética. Se o perfil coincidir com o do paciente que precisa do transplante, o voluntário decide se realmente quer doar;
· Durante a doação, o doador recebe anestesia geral. Com uma agulha, a medula é aspirada do osso da bacia;
· A quantidade de medula doada é de apenas 10% da medula total. Em 15 dias ela já estará recomposta.

Viram como é fácil? Simples. No site da ABRALE (Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia) tem todas as informações necessárias e o endereço dos locais onde você pode se cadastrar para ser um doador de medula óssea. 

Se você quiser doar diretamente pra Marcella, preencha o campo Receptor Primário com o nome dela:  Marcella Eduarda Berkendorf.

Para ser doador de sangue, dê uma passadinha no site do Projeto Vida por Vidas e veja  o que você precisa AQUI para ser doador. Lembre-se: um dia você pode precisar. Assim que possível PROMETO que doarei sangue e postarei a foto aqui. É UMA PROMESSA.


Beijos. :)

6 comentários:

  1. Aqui em SP acredito que é mais facil, pois tem o hospital das Clinicas, sangue ja doei bastante..mas meu sangue coagula com frequencia, mas como minha mae trabalha em hospital, sempre to por la.
    Ahh pior é quem doa sangue pra pegar atestado rs..e faltar no trabalho, mas enfim, os meios justificam o fim, que é nobre

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  2. Oie denny, mto legal sua campanha, é super importante. Eu dôo sangue e na última vez que doei me cadastrei como doadora de medula óssea, moro na capital do MS e foi super simples, já na doação eles tiram um pouquinho de sangue pro cadastro de doadores de medula. E se vc tem medo vou te falar a sensação depois vale muito qualquer medo, eu não tenho medo de agulha mas tenho as veias mto finas, fica dificil tirar sangue, mas saio de lá tão bem, tão leve e feliz que vale a pena a chateação de uma agulha tentando achar a veiazinha hahahahahaha.
    ABraços

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  3. Muito legal a iniciativa Denny, pena que não é meu caso eu sou ruim pra dividir qualquer coisa, imagine pra doar, mas acho muito lindo quem o faz :/

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  4. Dez! Texto nota dez!!! Uma das boas coisas que li na internet!! O primeiro parágrafo é bárbaro e a informação é excelente, assim como a avaliação.

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  5. Oba Denny! Ótimo post! Tornei-me doadora voluntária de sangue desde que meu tio Paulão (hoje já finado) certa vez me confidenciou, despretenciosamente, que doava sangue voluntariamente, assim como alguém conta que foi à padaria comprar pão. Eu nunca imaginaria isso do meu tio, e achei tão interessante uma pessoa fazer algo pelos outros sem querer aparecer, apenas pelo prazer em ajudar, que resolvi fazer o mesmo. Doei algumas vezes, e as atendentes dos bancos de sangue se espantavam quando eu informava que não estava doando para ninguém especificamente. Estava até cogitando tornar-me uma doadora de medula óssea também, depois que vi o cartaz de um garotinho de uns 2 ou 3 aninhos na parede de um shopping que precisava de um transplante de medula. Mas de uns anos para cá, muito infelizmente, não posso mais doar nada, por conta das fortes medicações que venho tomando (uma delas controlada). Por isso, enquanto puder doar, doe. E tomo a liberdade de deixar esse apelo às pessoas aqui nesse seu espaço. DOE, SALVE VIDAS COM AS SUA VIDA. Bjs

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  6. Post muito oportuno e maravilhoso!
    Parabéns pelo blog e principalmente pela atitude.

    Bjim.

    @ChrisRibeiro

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