12/01/2012

A polêmica dos refrigerantes ZERO

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Polêmicas, polêmicas... Ontem o site Núcelo de Notícias publicou matéria afirmando que a Coca-Cola Zero teria tido seu uso proibido nos Estados Unidos, por ser considerada cancerígena. Para ser mais exata, o título em questão é "Coca-cola Zero é proibida nos EUA. E no Brasil, sete refrigerantes têm substância cancerígena". E ressuscitou a polêmica dos refrigerantes com substâncias cancerígenas. Bueno. Agora vamos esmiuçar a coisa.

Acho importante que, neste tipo de informação/matéria, sempre façamos uma pesquisa, ainda que rápida, para entender a fundo a situação toda. Ou ao menos, para não ter uma opinião tão rasa e superficial. Vamos analisar alguns pontos importantes:
  1. A Coca-Cola Zero foi proibida nos EUA? - A Coca-Cola Zero em si NÃO foi proibida nos Estados Unidos. O que foi proibida é a versão dela que contém ciclamato de sódio, que é considerado pelo FDA como potencialmente cancerígeno. A Coca Zero produzida lá contém outro tipo de edulcorante (substância que aumenta o gosto doce de um alimento, com pouca quantidade), em substituição ao ciclamato de sódio. Na Venezuela a coisa está andando para o mesmo lado. Ou seja: Nos EUA se produz e se consome Coca Zero SIM!
  2. O ciclamato de sódio causa câncer? - O Ciclamato de sódio é um edulcorante barato, que adoça de 30 a 40 vezes mais que a sacarose. Por isso sempre foi a preferência de uso de diversos produtos com redução calórica. No final dos anos 70, experiências com o ciclamato, mostraram que o uso contínuo aumentava a incidência de tumores na bexiga em ratos. No entanto, novos estudos foram feitos e isso não foi comprovado. O maior "problema", segundo a Anvisa, seria que o ciclamato se metaboliza em cicloexilamina, esta sim, sendo potencialmente carcinogênica. Mas vamos atentar à palavra potencialmente. Isso significa que pode OU NÃO aumentar casos de câncer. Tudo vai depender de diversos fatores de cada pessoa que ingerir, como estilo de vida, alimentação, fatores genéticos, entre muitos outros. Essa questão está sendo reavaliada pelo FDA e não há um prazo definido para uma resposta. No Brasil, foi estabelecido um limite de consumo diário que seria seguro, e as marcas de refrigerante, teoricamente, devem obedecer a estes níveis para poderem comercializar seus produtos.
  3. E quanto aos outros refrigerantes que a matéria cita? - Os demais refrigerantes citados nesta matéria (Sukita Zero, Sukita, Fanta Laranja, Fanta Light, Dolly Guaraná, Dolly Guaraná Diet e Sprite Zero) contém uma substância chamada benzeno, também potencialmente cancerígena, e extremamente tóxica. A pesquisa foi feita pela Pro-Teste, Associação Brasileira de Defesa do Consumidor. Claro que sua toxicidade está aliada a exposição a altas doses, e o estudo foi feito em trabalhadores diariamente expostos a altas doses dessa substância. Quando a toxicidade foi descoberta, criou-se uma regra para quantidade-limite de utilização desta substância em refrigerantes, ainda que não se tenha um parâmetro ideal para isso. A quantidade estabelecida foi a de 5 microgramas por litro. Os refrigerantes citados contém níveis superiores a este limite, sendo o caso mais preocupante o da Sukita Zero, com 20 microgramas, ou seja, 3 vezes mais que o permitido. Então, atenção.
Agora, minha opinião. PESSOAL E INTRANSFERÍVEL. Prefiro evitar refrigerantes Zero. E esses todos aí da lista (apesar de que será sofrido com relação à Fanta Laranja, que meu marido adora, rs) também. As pesquisas são inconclusivas, tanto com relação à toxicidade destas substâncias, quanto à não toxicidade. Na dúvida, e já que não me custa muito, prefiro deixar esses refrigerantes de lado e utilizar outros que estão ok. E pensando bem, refrigerante não faz lá muito bem à saúde, vide os elevados níveis de açúcar né bem? Mas, cada cabeça, uma sentença.

- No site da Coca-Cola Brasil, há uma página apenas sobre boatos e mitos dos refrigerantes da marca. Vale dar uma olhada, mas sempre sabendo que a intenção da marca jamais será denegrir a própria imagem: http://www.cocacolabrasil.com.br/boatos_mitos.asp?inicio=1 (e também sabemos que há muitos querendo exatamente isso: denegrir).

Então, as informações estão aí, as fontes logo abaixo para cada um ler (se quiser, claro) e tirar suas próprias conclusões. Não é minha intenção "demonizar" nada, acho que ficou bem claro no post. Procurei ler tudo com cuidado e ser o mais imparcial possível nas informações gerais. Aí dei minha opinião ao final. Acho que agora é com cada um.

E aí, o que você acha sobre isso tudo?


Beijos.



Fontes:


Obs.: vale lembrar que essa história corre há anos, e a Anvisa já deu um prazo de 5 anos para as empresas diminuírem a quantidade dos componentes acima de suas fórmulas.
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