24/01/2012

Sobre meus 29 anos e.. presentes

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Então que ontem fiquei mais velha. 29 anos agora. Assim na lata. Um ano para entrar para o time das balzaquianas. Nunca tive problemas com a idade, sempre dizem que pareço mais jovem do que sou. Mas confesso que chegar aos 30 me dá um pouco de medo. Parece quase um número cabalístico, um marco, sei lá! Não tenho medo de envelhecer, zero mesmo, e ainda vou entender porque isso me dá um "medo" desses, rs. Como se fosse mudar muita coisa, né? Rs, rs, rs...

Então ontem foi um dia mais ou menos tranquilo. Eu não sou de fazer muito alarde, confesso que meu aniversário não chega a ser um ponto alto para mim. Ainda não cheguei naquela fase onde as pessoas gostam de dar festas e chamar os amigos mais queridos. Sempre gostei mais de ficar na minha. E agora nem poderia, meu apartamento é muito pequeno, e qualquer coisa além de 3 pessoas já configura aperto. Gosto de tirar o dia para descansar, pensar... E ontem também haviam problemas de família para resolver, o que tornou o dia meio tenso pela manhã, ainda que tudo se resolvesse ao final. Ainda tomei um baita susto quando, ao acessar minha conta Google (onde tenho Gmail, meus blogs, YouTube, Orkut) dei de cara com a mensagem de que ela havia sido desativada. Orkut, os blogs, tudo estava fora do ar. E não aceitava minha senha. Como dizem por aqui "gelei o caroço". Não tenho nada demais na minha conta de e-mail (a não ser coisas de outros, mas aí problema deles, rs), mas poxa, meus blogs! Sei que, no final das contas, uma amiga conseguiu recuperar a conta para mim. E configurei a conta para acesso duplo e para que só pudesse ser acessada de dois computadores e do meu smartphone pessoal. Não lembro como fiz, mas aconselho vocês a fazerem o mesmo. O Google gera uma senha especial e única para o smartphone, e para os IPs desses computadores que você autorizar. Porquê fiz isso? Porque algumas pessoas me disseram que alguém poderia estar tentando acessar minha conta. E faz todo o sentido. Por N motivos que enfim, não vêm ao caso. Vocês sabem, sempre tem um desocupado na vida da gente, rs.

Então, voltando ao assunto aniversário: alguns lembraram, outros não, mas ficou tudo bem! Apesar desses percalços o dia correu bem gostoso! Ganhei alguns presentinhos muito bacanas, adorei! E aí vem o segundo assunto do post de hoje que, na verdade não chega a ser um tópico extra, já que é relacionado, certo? Presentes. 



Na minha opinião, presente se dá com amor. E presente não tem de ser caro para ser especial. Muitas vezes uma flor colhida num canteiro qualquer dá mais alegria a quem recebe do que um carro. Ok, menos né galera, mas vocês entenderam a moral da história, rs. Sempre vi presente não como uma obrigação, mas como um carinho, um gesto de amor despropositado. Aquilo que a gente dá sem esperar receber nada em troca. Eu gosto de ganhar presentes, e não entendo quem não goste. Mas às vezes há presentes que nos custam caro. 

Eu sempre tive como política a retribuição. Retribuir com carinho com amor, a gentileza oferecida. No momento oportuno. E agora posso dizer que isso foi melhor do que eu pensava. Porque infelizmente há pessoas das quais você julga receber presentes com carinho, quando na verdade estes vêm com segundas intenções. Porque quando você passa a ser julgada como interesseira pelos presentes que recebe, é que se percebe essas intenções. Eu posso dizer que não devo nada a ninguém. SEMPRE retribuí os presentes que ganhei, com o mesmo carinho que julguei ter recebido. Da maioria recebo com MUITO carinho. É uma minoria irrisória que enche as pessoas de presentes no intuito de as deixar meio "sem graça", ou de, no caso de um desacerto, considerar qualquer opinião contrária à sua ou atrito como ingratidão. 

Fico feliz porque a imensa maioria das pessoas com quem convivo, e de quem ganhei algum presente, carinho, afago, ser do tipo que entrega um pedacinho de coração junto com o embrulho. E fico triste por quem não age dessa maneira. Porque esse tipo de mentalidade, que torna seus presenteados como pessoas que têm a obrigação de estar sempre do seu lado, de sempre concordar com o que diz, etc, acaba sofrendo demais e se sentindo inferiorizado toda vez que o contrário acontece. Não me arrependo de nenhum presente ou lembrancinha que dei até hoje. Os daria todos novamente. E, se pudesse, até mais, adoro presentear! E digo que quem recebe presente de mim, sempre terá a liberdade de discordar, de me questionar, e até mesmo de brigar comigo. Porque a liberdade é a palavra-chave de qualquer amizade/relacionamento. Quando não se é livre para pensar diferente, discordar e até mesmo questionar, então não se tem uma amizade/relacionamento.

É claro que não escrevi isso tudo à toa. Há alguém (no singular) que precisa ler isso (e provavelmente vai) para refletir, parar de sofrer, e tentar ser feliz de verdade. Porque a gente é feliz quando sabemos que somos amados por tudo o que somos, e apesar de tudo o que somos. E digo que, ainda que as coisas não tenham dado certo, em mim não há arrependimento algum. E há acima de tudo, uma consciência tranquila, que valoriza quem busca a verdade, quem busca a paz e a justiça. Não sou uma pessoa perfeita e sempre cometi meus erros. E me orgulho de ter assumido todos. E tento mudar. e erro, e tento de novo e acho que a vida é isso mesmo. Mas só assumo os erros que cometi. Jamais assumirei o que não me cabe. É uma pena que a conversa tenha chegado a esse ponto, lamentável. Mas SEI quem eu sou. O que os outros pensam me importa a cada dia menos. Eu provo quem sou com atos, dia a dia. Por hora, permaneço no silêncio. De mim, apenas um post público.

E ainda espero aquela tecnologia que faça com que consigamos sentir o "sentimento" do autor de um texto quando ele o escreve. Porque aí não teríamos jamais margens para interpretações equivocadas. Mas quem escreve, sabe porque escreve, e sabe que terá de entender interpretações diferentes acerca daquilo que escreveu. É a vida. Quem tem blog me entende. :)

Um beijão!

(texto escrito com o coração tranquilo, sereno, ainda que um pouco triste.)

Imagens: www.weheartit.com

P.S.: esse presentinho ganhei hoje de manhã. E veio junto de um abração tão gostoso que sei que veio um pedacinho do coração junto!


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