27/02/2012

Dom Quixote de La Mancha

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Dom Quixote é um dos clássicos da literatura mundial, uma criação de Miguel de Cervantes, escrito por volta de 1605. Nessa história, o protagonista, já de certa idade, lê tantos romances onde cavaleiros apaixonados viviam aventuras incríveis que se vê "piradinho da silva" correndo pelo mundo enquanto acredita estar vivendo uma destas aventuras. Junto com ele vai seu amigo Sancho Pança, que é um pouco mais realista, mas maluquinho também, rs. Ele se envolve em diversas "aventuras" que não passam de fantasias que sempre acabam sendo desmentidas pela realidade. 

Uma das partes que mais gosto é a da batalha dos moinhos de vento. Dom Quixote e seu fiel "escudeiro" Sancho Pança chegaram a um local onde haviam uns 30 ou 40 moinhos de vento. O velhote diz que são gigantes e que irá derrotá-los. Sancho Pança tenta lhe alertar que não passam de moinhos, mas Dom Quixote, com o pensamento em sua amada Dulcinéia de Toboso, se joga de espada em um deles, que, com a força do vento e das "hélices" o atira longe. Mas ele não desiste e continua.

Aí fiquei pensando em quanta gente tem nesse mundo com o que eu chamaria (se fosse uma psiquiatra renomada) de Síndrome de Dom Quixote. Lutam contra coisas que não existem, acreditam que há uma conspiração do mundo contra si. A família não ama o suficiente, não lhes dão valor, os amigos só lhes usam, outros fazem intrigas contra si mesmo, no trabalho só fofocam de si e por aí adiante. Brigam com pessoas que não estão lhes dando a mínima, revivem momentos que lhes incomodaram, remoem rancores. Vivem num mundo de fantasia e eterna tristeza.

E então ficam brigando, dando shows, espalhando rumores, armando "emboscadas", contra quem? Contra moinhos de vento que estão lá, parados, só assistindo a cena. E sempre tem um Sancho Pança que vê a realidade, tenta alertar, mas a pessoa está tão imersa nas suas fantasias, que acredita piamente nelas, e não há o que lhe tire isto da cabeça. 

"Dom Quixote não tinha consciência do que fazia. Ele havia se aprofundado tanto naquele mundo irreal que começou a ver coisas. Logo após o choque contra os moinhos, ele percebe com clareza que os gigantes de fato eram moinhos, porém sua imaginação o faz achar que algum mago o hipnotizou fazendo ele ver nos moinhos os gigantes. Sempre havia uma forma da realidade transformar-se em irrealidade." (Resumo do livro, site Net Saber, sem autoria)

Agora vamos rir um pouco com um episódio do Chaves/Chapolim, com o Dom Quixote e seu amigo Sancho Pança:







E então, reconheceu alguém? Ou mais de uma pessoa? Eu sim.
E você, já lutou contra moinhos de vento? Eu também já fiz isso. 

Acho que todos fazemos algo semelhante na vida. A diferença fica entre os que passam viver a realidade, e os que vivem na ilusão.

Beijos.
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