12/03/2012

Cardiologista e Crise de Abstinência

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Então, na sexta-feira fui no cardiologista. Médico novo, mas muito bem recomendado. No consultório ele me encheu de perguntas sobre meus hábitos, remédios que tomo/tomei, fiz um eletrocardiograma e tudo o mais. Perguntas bem detalhadas, com respostas bem detalhadas também. Acho que rolou 1h de consulta mais ou menos. Gostei. Não gosto de diagnósticos rápidos, médicos nos quais você mal chega e acham que já sabem o que você tem.

Falei sobre os remédios controlados que vinha tomando há mais de um ano, sobre o coração que algumas vezes batia forte demais, outras vezes batia rápido demais, das vezes que parecia que ele parava (e é claro que não parava, mas a sensação ruim era algo como, rs) em algumas vezes misturava isso tudo etc e talz. Ele mediu minha pressão, como sempre a linda estava normal. Fiz um eletrocardiograma, tudo certo também. Na hora o aperto o bichinho (coração) se comportou que uma beleza né.

Mas enfim. O médico me passou uma lista imensa de exames para fazer, alguns dos quais sequer conhecia o nome. Se tiver algum problema ele descobrirá, rs. Aumentou a dosagem de um remédio que tomo para controlar o ritmo cardíaco, me deu uma vitamina (ginseng + associações), e o bom e velho Rivotril já que meu sono anda uma caca ultimamente. Também disse que a venlafaxina, antidepressivo que uso há mais de um ano era muito provavelmente a causa do meu ganho de peso, e decidiu substituí-la pela fluoxetina. Aí é que eu comecei a me dar mal. 

Desde sábado estou em no processo de descontinuar a venlafaxina. O problema é que esse medicamente é comercializado em... CÁPSULAS. Ou seja, não posso diminuir a dosagem para metade de um comprimido diário, depois 1/4 e assim por diante.  Tenho que tomar dia sim, dia não por uma semana, para então começar com a fluoxetina. Tudo bem, se meu organismo não estivesse acostumado à droga, e totalmente dependente dela. O resultado é muito ruim: vômito, mal estar, crises de choro, de raiva, tremedeira, tontura, diarreia e só não taquicardia por conta do remédio. Passei do sábado à tarde até agora na cama. Não usei o shake desde então, comia o que vinha na frente e o que descia. Então nem me pesei pra não desanimar. Mas logo recomeço. Hoje não consegui ir trabalhar, dormi até umas 12:30, acordei, comi qualquer coisa, deitei e fiquei zapeando na internet quando o mal estar não estava forte demais. O Plasil me deu uma boa ajuda com o enjôo, então acho que amanhã vou fazer os exames que tenho pra fazer e ir trabalhar, acho que vai dar, é melhor que ficar em casa.  Só preciso ir lá e pegar o atestado que não consegui pegar hoje porque a secretária deixou pro final do expediente. ¬¬

Então tô aqui, nesse momento só meio zonza, daqui a pouco fico mal pra caramba, depois melhoro e tô vendo que a semana vai ser tensa. O pior é sentir todas as emoções à flor da pele. Isso sim mata. Porque aí a gente tem vontade de pôr pra fora tudo o que tá entalado e de dizer as coisas que as pessoas preferem que a gente não diga pra não magoar quem tem mais é que se ferrar. Estão vendo só, vou parar o post por aqui, ó as emoções florindo, rs. O problema é que às vezes a emoção é espinhenta então né, e eu não esqueço fácil quando retribuem meu carinho e amizade com sacanagem, maledicência e mentiras. E nem de quem acredita em tudo isso sem tentar saber a real. Ops, de novo!

Beijos, vamos parando por aqui!

UPDATE - Essa matéria do site do Dr. Drauzio Varella mostra que eu até nem estou tão mal assim - http://drauziovarella.com.br/dependencia-quimica/abstinencia-de-antidepressivos/   o.O
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