26/03/2012

Forgiving...

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Imagem DAQUI.

"10 jeitos de amar: ouvir, falar, doar, orar, responder, compartilhar, desfrutar, confiar, perdoar, prometer."

De todos os (dez) itens da "lista" acima, acho o mais difícil perdoar.  O perdão de que falo aqui é o de coisas graves, sérias mesmo. Porque, em linhas gerais, eu perdôo fácil. Um desaforo, uma mentira besta, uma grosseria. Mas agora, perdoar mentiras que põe em xeque sua confiabilidade, honra, sua dignidade, agressões sérias, difamações, roubos, maldades MESMO. Como perdoar?

Não costumo ser reflexiva assim, ainda mais em uma segunda-feira. Mas o assunto veio à tona, e não consigo deixar de dar uma "refletida" sobre.

Uma pessoa me disse que não perdoa nunca. Outra que perdoa sempre. Eu fico no meio-termo. Perdoo muito, mas coisas realmente sérias me trazem uma dificuldade imensa no que diz respeito ao perdão. E isso não é bacana! Porque não perdoar implica em relembrar, sofrer e sofrer novamente, por algo que, quem sabe, para quem fez (a maldade, a fofoca, o roubo, etc), nem tenha mais importância. Você fica ali, sofrendo, tendo reviravoltas estomacais cada vez que se depara com a pessoa ou assuntos relacionados a ela e, na maioria das vezes, a pessoa está, literalmente "cagando e andando" pra ti. Perdoem a expressão chula, mas não encontrei uma mais adequada ao momento.

Pensei, pensei, pensei nesse assunto. Tento, tento, tento, desisto e tento novamente. E vou chegando à conclusão de que, sozinha, não consigo perdoar, esquecer. Não sem muito esforço. Perdoar, muitas vezes, implica em arrancar a pessoa à força do nosso coração. Sentir raiva/mágoa implica em colocar o agressor num lugar de destaque que ele não merece. Palco é para o que é bom, não para o que nos machuca.

Acho que para perdoar é preciso se pôr no lugar da pessoa e tentar entender toda sua história, tudo o que levou ela a cometer o "ato falho". Mas como eu disse, eu "acho", e de achismos o mundo não sobrevive. Mas é uma maneira um pouco mais fácil de ver a "coisa".

Como professora (e orientadora educacional), quando ofendida ou desacatada por um aluno, sempre procurei entender toda sua história de vida. Suas tristezas, frustrações, inseguranças, medos, enfim, tudo o que me levasse a explicar e entender o que quer que ele tenha feito. Com criança é mais fácil. Elas ainda estão aprendendo a lidar com suas emoções e frustrações. Entender adultos é bem mais difícil, pois imagina-se que já tenham maturidade o suficiente para medir seus atos, para pensar antes de agir, para, ao menos, vislumbrar as consequências do que estão fazendo.

Acontece que alguns adultos são verdadeiras crianças emocionais. Não conseguiram elaborar suas frustrações, suas perdas, têm pena de si mesmos, e atacam como uma maneira de se defender antecipadamente de um ataque que, provavelmente, nem viria. Crianças emocionais, tristes, inseguras. Alguns ainda irão aprender a trabalhar suas emoções. Outros, jamais. 

Por isso gosto de escrever, porque escrevendo vou "pensando", elaborando e tudo parece mais fácil. Comecei o texto pensando na quase impossibilidade de se perdoar certas coisas. Agora já vejo isso como algo um pouco mais simples. Não fácil, porque nunca é. Mas mais simples. 

E vocês, o que acham sobre o perdão? Vamos ver suas opiniões.

Beijos.
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