29/04/2012

Para a @dannyforts

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Dia 30 de abril. O dia que essa princesinha deu o ar da graça nesse mundão. E agora já se vão 13 anos desde esse dia. Lembro que quando minha mãe me disse que pensava estar grávida, foi algo meio surreal, parecia impossível, eu já tinha meus 16 anos (15 quando ela descobriu a gravidez), o meu irmão mais novo tinha seus 14. Então veio a confirmação da gravidez. Teríamos sim, mais um membro na família.

Não lembro exatamente em que mês a mãe fez o exame para descobrir o sexo do bebê, mas sei que a danada se escondeu até a barriga estar bem grandona. E eu encasquetei que era um menino. Conversava com a barriga de mamis chamando o serzinho de "cidadão". Mas era uma menina. Sugeri o nome Danielle. Não colou. Decidiram que se chamaria Débora. 

No dia do nascimento dela, lembro do meu nervoso. A cesariana estava marcada para as 11 horas, e eu tinha prova exatamente nesse horário, então fui obrigada a ir à aula (a mais comprida da história), e ficar até o último período, para fazer a prova mais rápida a minha vida, hahahaha... Corri para o hospital, que era perto da escola onde eu estudava e fiquei aguardando... Depois de um bom tempo (eu nem sabia onde meu pai estava), vi meu psi aos prantos com um embrulhinho cor de rosa nos braços, todo babão e emocionado. Coisa mais linda nossa nenê! E aí ele me falou que quando a mãe viu a carinha dela, na hora decidiu escolher o nome de Danielle. AMEI.

Porque, a partir dali, ela sempre foi um pouco minha também. Nasceu com uma manchinha vermelha bem na ponta do nariz, e cabeludona! O cabelo não caiu. Quando a licença da mãe terminou, nosso esquema era o seguinte: eu estudava pela manhã, e minha mãe pegava no trabalho das 12h às 18h, horário corrido, então o pai trazia ela pro trabalho (que era onde eu estudava) e já me levava, e quem cuidava da Danny de tarde era eu. Foi assim por muito tempo, muitos anos. A tarde a Danny sempre foi minha. Aprendi a dar mamadeira, alimentar, trocar fraldas, pôr para dormir, medicar, acalmar a cólica quando vinha... Fui meio mãe dessa danada. Estava junto quando ela deu os primeiros passinhos, quando falou as primeiras palavrinhas... Era eu que soletrava sílaba a sílaba a palavra MA CAR RÃO, que ela insistia em chamar de "gamarrão", até ela falar direitinho, e assim foi com muita coisa. Lembro de embalar ela, ainda nenê no colo,  cantava pra ela dormir, e era eu parar de cantar que ela já resmungava, só quando pegava profundamente no sono é que eu podia colocar a danada no berço, rs.

Quando meus pais mudaram para o interior, e eu havia concluído o ensino médio, e ainda estava desempregada, eu que cuidava da casa e dela, levava ela pra passear no parquinho, pra vacinar, dava comida, banho... E enchia o cabelo dela de enfeites, hahahahaha!

Quando eu dava aulas pra primeira série, ela vivia encantada com as folhinhas de exercícios que eu preparava para os meus alunos. Sempre foi muito curiosa e metida a estudar, tanto que com 3 anos ganhou a primeira mochila de rodinhas, sem nem ir à creche nem nada, rs. Insistia para que eu ensinasse as letras pra ela. Eu ensinava apenas os sons, pois ela era muito nova, não ensinava a "juntar" e formas sílabas. Mas a danada esperta entendeu o mistério da coisa e, pra resumir, aos 4 anos já sabia ler e escrever as primeiras palavras.

Essa minha neguinha é um amor, nosso xodó. Além de irmã (e meio filha minha), ainda me confidencia tudo na vida dela, me obedece (eu mando mesmo, ela até diz que sou mais chata que minha mãe às vezes, rs) mesmo longe. Morro de saudade dessa linda. E fica toda boba quando vou visitá-la, toda feliz, falante. Na sexta-feira andava com meus sapatos pra lá e pra cá, do mesmo jeito que fazia quando tinha 2 aninhos, rs.

Minha linda, que Deus abençõe esse teu dia. Que te dê muitos anos mais de vida, e que tu continue sendo essa guria querida, alegre e linda que tu é. Tuas amigas te mostraram, no sábado, com aquela homenagem linda, como te querem bem, e não é sem motivo.

Tu é especial demais. Que Deus ilumine teus caminhos e esteja sempre ao teu lado realizando teus sonhos. Sempre estarei aqui para o que tu precisar. Te amo, te amo, e te amo! Beijão!
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