24/07/2012

Vamos falar de dor?

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Imagem:  http://weheartit.com/entry/32968436

Eu SEMPRE tenho alguma dor. E nem estou falando de dores emocionais. Falo de dor real, pelo corpo todo.  Vou tentar ser objetiva e clara. Não tenho dores 100% do tempo. E não são dores "longas". Por exemplo: estou sentada, assistindo um filme, numa posição confortável e, do nada, sinto uma dor lancinante na cabeça. Não na cabeça toda, é uma dor localizada, bem pontual. Muito forte, mas dura tipo, 2 segundos. Um tempo depois (isso varia muito, a frequência é muito relativa, mas acontece várias vezes por dia), sinto uma dor igualmente forte num dedo do pé. Ou uma dor que me faz "amolecer" a mão. No braço. Costela. No meio do nada. Por todo o corpo, cada vez num ponto específico. E isso não está acontecendo agora. Isso acontece comigo desde que me entendo por gente. Não sei dizer se quando era criança já sentia isso, mas sei que não me lembro de viver sem essas dores.

Isso é MUITO chato. Há dias em que me sinto um E.T. Em outros isso me deixa pra baixo, nem sei explicar o porquê. Mas em uns 60% do tempo eu não fico pensando no assunto. Não uso analgésicos nem nada quando tenho essas dores, porque, como disse, elas são rápidas, apesar de geralmente bastante fortes. Ainda não sei bem como lido com isso. Acho que nem lido com isso, só vou seguindo. Mas tem dias que incomoda muito.

Também tenho essa maldita mania de ficar chacoalhando as pernas praticamente o tempo todo. Não consigo deixar as pernas paradas. Simples assim. E à noite, quando vou dormir, tenho aqueles "comichões" chatos, vontade de mexer as pernas, contrair os músculos, e atrapalha ainda mais o meu já complicado processo de dormir. 

E estou na fase em que isso me incomoda. Muito. Na sexta-feira viajei para a casa dos meus pais. Tive um princípio de crise de ansiedade. Nervosa desde a noite anterior. E olha que fazem uns 10 anos que caio na estrada, no mesmo trecho, mesmas linhas de ônibus, mesmos motoristas, e nunca aconteceu nada demais. Mas fiquei assim, tensa. Na penúltima vez que viajei pra lá, foi a mesma coisa, mas meu marido viajou comigo de última hora, porque viu como eu estava. Dessa vez, por conta do trabalho, ele não pôde me acompanhar, e eu não deixaria de ir. Resumo da ópera: 2 Rivotril (25mg), 1 dorflex e 1 dramin depois, consegui entrar nos eixos e relaxar para a viagem. A volta foi tranquila. Mas ontem à noite, na hora de dormir, me vi em meio a outro princípio de crise de ansiedade. Foi bem complicado mesmo. Eu costumo ficar quietona, não gosto de alarde, nem comentei com meu marido. Mas fiquei deitada, tentando relaxar, fazendo sessões de "inspira-expira" pra tentar acalmar, me joguei novamente no Rivotril (ele é a "bengala" só para os momentos de crise), e demorei MUITO a me tranquilizar/relaxar o suficiente para dormir.

Prossigo meu tratamento, que está decrescendo, saindo de remédios fortes para mais leves e não quero voltar à estaca zero. Não posso voltar a tomar o remédio que tomava antes. Sei o quanto foi difícil a transição para o remédio novo, a crise de abstinência, os muitos quilos a mais, eu não vou conseguir passar por isso de novo.

E ao mesmo tempo em que eu quero ser ajudada, eu não quero que ninguém próximo saiba ou tente me ajudar, porque me sinto extremamente desconfortável com isso tudo. "Estou" quietona há muito tempo, pois é assim que consigo manter minha mente calma, tranquila. Sempre fui muito ativa, faladeira, palhaça mesmo. Mas no momento eu preciso dessa tranquilidade que a minha quietude me proporciona. Não que eu fique muda, calada, mas procuro me concentrar mais no que estiver fazendo para não perder o foco e me manter numa linha.

Confesso que não sei muito como agir. Se isso é normal ou não. Vocês costumam ter esse tipo de dores frequentes? 

Post complicado e chatíssimo né? Mas essa sou eu, no meu espaço, tentando me entender enquanto compartilho tudo isso. 


Beijos. 
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