08/08/2012

Das coisas que gosto, mas não assumo

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Ou assumo, mas tenho preguiça de desenvolver...

Estou participando do Ideias Coletivas - a primeira postagem coletiva do Volta, Mundo Blogueiro! O Volta, Mundo Blogueiro é um projeto voltado para o resgate daquela velha "blogosfera" esperta, marota, de raiz, sacaram? Eu sinto um pouco a falta da época em que os blogs eram cantinhos onde falávamos sobre o que gostávamos, o que não gostávamos, e os produtos que apresentávamos eram aqueles que usávamos no dia a dia mesmo. Sem um milhão de testes, uma coisa mais espontânea. Aquela troca de visitas, selinhos, memes... Não que os selinhos e memes fossem a melhor parte eu achava um saco, mas movimentavam os blogs de uma maneira mais parceira.

Não havia toda essa doideira de ler dez mil livros por ano, fazer quinhentos sorteios ou testar trezentos tipos de batom, rímel e base, ou looks do dia. Ou melhor dizendo: havia tudo isso, mas de uma forma espontânea.   Não estou dizendo aqui que sou contra tudo isso, até porque sigo vários blogs de leitura, make up, esmaltes e afins. Mas às vezes parece que os blogs se resumiram a promoções, corridas por leituras e testes de produtos novos. Enfim, cada um sabe de si e pra que lado segue. Mas achei o projeto válido e muito, muito bom.

Então vamos à postagem coletiva em si. O tema é: "Gosto, mas não assumo!". Vamos lá. Gosto de tantas coisas! Mas todos temos algo que preferimos não assumir, seja por não ser bem aceito por outros, ou por não fazermos bem e não querermos ser julgados. No meu caso, é o desenho. Quando criança, sempre AMEI desenhar. Coisinhas bem bobinhas e infantis, claro. Fiz até uns cursos de desenho, e aprendi muito com um livro chamado "Como desenhar com o lado direito do cérebro" ou algo assim. Lembro que a capa era laranja, nem lembro o autor (e até pesquisei, mas os resultados não foram satisfatórios e, na dúvida, deixemos assim). Era a louca dos livros que ensinavam a desenhar o corpo humano e mangás, meu irmão e eu comprávamos dezenas destas revistas, rs. Mas lembro de ter evoluído bastante. 



Mas então, conheci meu excelentíssimo esposo, que era um desenhista/pintor de mão cheia e, ao invés de aprender com ele e me empenhar, deixei o desenho de lado de vez e fui me acanhando. Ele sempre me incentivou, puxou, mas eu me sentia travada, porque já não achava os desenhos muito bons, e com os dele tão detalhistas e bem feitos, murchei. Eu ainda desenho de vez em quando. Até queria passar uns pro Corel, mas primeiro tenho que passar duzentos seriados do notebook para DVD e então liberar espaço suficiente no meu HD para o programa funcionar satisfatoriamente. E travei de vez todo esse processo por motivos de: morro de preguiça. Faço tanta coisa e quero fazer tantas mais, que parece que isso não é bom ou importante o suficiente para me empenhar.


Tipo, acho meus desenhos bestas, sem graça, sei lá. Eu tinha cadernos e mais cadernos, blocos e mais blocos lotados de desenhos, agora quase nada, rs. Bom, mais um desenho pra vcs verem:


Acho que é isso, tá aí o post, assumi meu lado desenhista frustrada, hahahaha! Ou nem tanto, acho que nem sou frustrada, só meio perdi o gosto pela coisa.


Beijão!
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