15/12/2012

Gente...

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Minhas últimas semanas foram bastante diferentes. Fui nomeada, ok. Fui "empossada" numa quinta-feira em Porto Alegre. Na sexta à tarde já levei a papelada para a escola onde eu iria trabalhar.  Nesse momento as coisas começaram a ficar BEM complicadas. A vice-diretora havia recém sido informada que eu iria trabalhar lá, mas até aí tudo bem. O problema foi que a professora da turma para a qual eu passaria a dar aula também havia sido recém comunicada. Ela estava MUITO nervosa. Não seria demitida, iria para outra escola, mas além da época ser a pior possível (final de ano, época de avaliações, etc), ainda foi uma notícia de supetão. Achei que houve muita falta de tato e um tanto de ética também por parte dos responsáveis, pois todos sabiam que a escola havia me convidado, que eu queria ir para lá, mas ainda assim deixaram no ar até o último momento. Enfim.

Na segunda-feira assumi a turma, um 3º ano. As crianças me olhando desconfiadas, mas ainda sim me receberam bem. Os pais nem tanto. Calma! Ninguém discutiu comigo, nem me falou nada. Mas eu percebia o descontentamento nítido nos seus olhares. Veja bem, eles tinham razão. O problema é eu ter que ficar numa posição tão ruim por algo que não foi culpa minha. Porque ser culpada por ficar em 1º lugar em um concurso público seria a única acusação contra mim. Foi uma semana MUITO tensa. Os pais foram à Coordenadoria de Educação reivindicar a professora de volta, receberam um não, foram à rádio enfim, buscaram seus direitos. E eu que já estava preocupada em como iria avaliar crianças que eu não conhecia, fiquei numa situação extremamente desconfortável, sendo o foco das atenções, coisa que eu detesto. As colegas de trabalho se esforçando para me receber bem, mas doídas pela colega e enfim, foi uma sem gracisse fenomenal. Passei a semana toda na Maracujina, na quarta-feira cheguei ao meu auge do stress e desabei, chorei tanto em casa que meus olhos ficaram inchadíssimos no dia seguinte, parecia uma reação alérgica ou algo do gênero, mas são meus canais lacrimais que acho que não sabem direito sua função. Foi MUITO ruim, mas eu procurei pelo menos manter uma aparência de calma e tranquilidade.

No final das contas, na semana seguinte o Governo voltou atrás, a professora retornou à turma (e nenhum professor nomeado a partir dali assumirá turma antes do próximo ano letivo) e eu estou cumprindo horário na escola no período da tarde, e trabalhando como Orientadora Educacional na parte da manhã. 

A escola é ótima, sem esse problema com a colega, tudo ficou muito bem, os colegas são ótimos, a direção da escola muito acolhedora e estou muito feliz. E então lembrei o porque sempre recusei convites para trabalhar na Coordenadoria de Educação de Palmeira: escola é outro clima. Mais leve, mais suave. E haviam coisas no trabalho anterior que vinham me incomodando muito, e me deixando bastante chateada, então digo que a melhor coisa que fiz foi voltar para uma escola.

No mais, meus dias têm sido bem cheios com toda a programação de final de ano da escola, na qual eu já entrei de cabeça. Fechamento de notas, conselho de classe, divulgação de resultados, programação de Natal, entrega dos presentes dos Correios, formaturas, palestras, nossa, estou bem atarefada e bastante envolvida. Muito feliz. Só quando a gente sai de um lugar que já não nos faz mais bem, ou feliz, é que percebemos o que estávamos perdendo.

Uma boa semana pra vocês!
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