02/01/2014

5 mudanças - FÁCEIS - que fizeram a diferença

| |

O ano velho acabou. O ano novo se iniciou. Sempre há aquele momento de análise do que passou, certo? Por aqui sim, certo! Esse ano foi de muitas mudanças para mim. Algumas ruins, mas a maioria foram mudanças muito boas. Cuidei mais da minha saúde, me empenhei na vida profissional. Bom, foram muitas mudanças. Todas elas, mudanças que vocês podem implementar no dia a dia, porque só trazem benefícios e, o melhor: SÃO FÁCEIS. Simples. Baratas. À prova de desculpites. Vou focar hoje no quesito saúde, ok?

Terminei o ano de 2012 com 119 kg, frustrada, envergonhada de minha aparência. Mas no Natal mesmo eu já estava maneirando na alimentação, porque decidi que era hora de mudar. Minha saúde pedia! Minha auto estima implorava! Devagar fui mudando algumas coisas, até decidir ir ao médico e fazer um checkup completo, o doutor me dar um ultimato (foi ótimo!) e eu entrar de cabeça numa dieta pra valer.

Comecei devagar, e as coisas aqui em casa foram mudando bastante. Os primeiros 8kg dos quase 30 kg que já mandei passear esse ano se foram com essas mudanças. E então me animei a ir além, a pegar mais firme. Foi quando fui no médico, fiz diversos exames, e ele me sugeriu uma dieta livre de carboidratos, açúcares e à base de proteínas. E tudo começou a mudar. Vou enumerar essas mudanças, e vocês verão que elas não são difíceis. Exigem apenas FORÇA DE VONTADE, que é algo que, mesmo sendo pessoal, e dependendo de N questões, dá pra conseguir. Elas também não são caras e, quando custam um pouco mais, acabam fazendo valer a pena. Quero, mais para a frente, em outros posts, detalhar estas mudanças e mostrar que a implementação delas não exigiu mais que força de vontade e um tiquinho de tempo. Não passei a gastar mais $$ no supermercado, nem nada! Vamos lá então!

1. Beber mais água


Há algum tempo atrás eu bebia muito pouca água. Coisa de 2, 3 copos por dia, no máximo. Aos poucos fui aumentando o consumo, até chegar aos 2 tão falados litros diários. Então, descobri que a contagem do consumo de água é algo muito pessoal, que leva em consideração o peso da pessoa. São necessários 30 ml de água por KG de peso, para que o consumo seja satisfatório para o organismo. Comecei com quase 3 litros diários. Foi sofrido! Mas em cerca de uma semana meu organismo se habituou e as visitas ao pipi room ficaram normalizadas. As diferenças? Pele menos oleosa, maior disposição, mais leveza, digestão mais tranquila e outras coisinhas assim. Hoje, com 92 Kg, preciso beber cerca de 2,800 l de água. 

Como começar: comece acrescentando um copo a mais de água, depois mais um, até alcançar a meta (não se esqueça do cálculo 30 ml por kg de peso). Eu comecei com tudo! Calculei beber 3 garrafinhas de 500 ml pela manhã e duas à tarde, deixando a última para a noite, porque ninguém quer passar a madruga no banheiro né? Usei um app para android para me lembrar dos horários, que ajudou legal, e agora não preciso mais. Você também pode programas o despertador, hein? O que não vale é tomar grandes quantidades de uma só vez, porque o organismo não aproveita tão bem, e você ainda acabará dilatando o estômago, ficando estufada(o), o que não é legal.

2. Diminuir o consumo de sal

Imagem: www.prataviera.com

Todos sabemos do tanto de coisas ruins que o sódio em excesso acarreta ao organismo, certo? Pensando nisso, meu marido e eu decidimos ir diminuindo a quantidade de sal nos alimentos, gradativamente. Não pretendemos deixar de usá-los, mas sim, usá-lo com mais moderação. Caprichando mais no uso de outros temperos, o paladar foi se habituando sem problemas maiores. Hoje, inclusive, sentimos muita diferença quando comemos algum alimento que não foi feito por nós. Trocamos o sal comum pelo sal light, que contém muito menos sódio. Depois, decidimos usar o sal marinho, porque mesmo tendo os mesmos níveis de sódio do sal "comum", ele tem diversos nutrientes. Mas então, pensando bem a fundo, a gente usa tão pouquinho sal que esses nutrientes nem devem fazer a diferença. Já o sódio sim. Portanto, quando esse pacote de sal terminar, vou voltar ao sal light.

Sim, o sal light é bem mais caro. Um saquinho pequeno custa algo em torno de R$4. Ele é bem mais caro que o sal "comum", mas não chega a ser CARO mesmo. Acho que a diferença de preço vale a pena, pois com a diminuição do consumo dele, acaba dando praticamente elas por elas. E não, o sal light não tem diferença no sabor, é igual ao comum.

3. Trocar refrigerantes e sucos artificiais por sucos naturais e chá verde


A gente já está careca de saber sobre as quantidades colossais de açúcar e sódio que há nos produtos industrializados. Os refrigerantes são os piores melhores exemplos disso. Então já há mais de ano venho evitando os danados, e recorrendo, no supermercado, aos sucos naturais. Aí me deparo com um documentário sobre obesidade infantil e - dammit! - mostram a quantidade de açúcar que há nestes ditos "sucos naturais". Desiludi de vez. Quando iniciei a dieta, então, decidi cortar a maioria disso do meu cardápio. Quando uso refrigerante, dou preferência a essas "águas saborizadas", tipo Aquarius ou H2OH, e só àquelas que têm 0 kcal. E só de vez em quando. Como minha dieta restringe o consumo de frutas a duas - pequenas - por dia, decidi parar definitivamente com os "sucos naturais" de caixinha, visto que em um copo há muito mais que o suco de uma fruta. Então comecei a fazer os tais sucos verdes e, bem, me apaixonei por eles! Meu marido também! E há dois meses fazemos este suco todos os dias, religiosamente! Isso foi uma das coisas que fez com que a conta do supermercado diminuísse, porque couve, espinafre, agrião, etc, são baratos, e um maço rende vááários sucos. E uso uma fruta para cada um, de cada vez, ou seja, nem compramos mais tantas frutas, porque elas acabam estragando e, o melhor, compramos uma variedade maior de frutas, para variar o sabor dos sucos!

4. Comprar menos "porcarias"

Imagem: vestidapravivere.blogspot.com
Um dos motivos do meu ganho de peso nestes últimos anos - além dos corticoides aos montes e ansiedade - foi o consumo de porcarias. Quando casamos, meu marido e eu passamos a nos portar como crianças, comprando porcarias, não em grandes quantidades, mas com muita frequência. Ir ao mercado e sair sem um pacote de biscoitos recheados, salgadinhos, refrigerantes, sorvetes, chocolates, era algo raríssimo. Mesmo quando comecei, no início deste ano, a cuidar melhor da minha saúde, esse hábito ainda era mais frequente do que deveria.

Ao iniciar a dieta à base de proteínas, parei de comer estas coisas todas. Meu marido demorou um pouco a parar, ainda comprava algo quando íamos ao supermercado. Mas logo percebeu que era hora de se cuidar também, e hoje em dia preferimos investir num iogurte com calda de frutas (ainda que essa calda seja cheia de açúcares) para ele, do que nestes caquedinhos. Ele não precisa emagrecer. Mas tem histórico de hipertensão e diabetes de ambos os lados da família, e é bastante vaidoso com seu corpo. Então, ambos saímos ganhando.

Essa bobagenzinhas acabam sendo mais baratas que alimentos realmente funcionais e saudáveis. Mas quando passamos a optar por alimentos saudáveis, o valor da conta no supermercado diminuiu consideravelmente, ainda que hajam itens mais caros agora - estes itens são consumidos em menor quantidade.

5. Usar menos óleo na cozinha e optar por versões mais saudáveis deste


Sempre tivemos o hábito de utilizar óleo de soja na preparação dos alimentos. Mas decidimos diminuir o uso deste na cozinha. Começamos por diminuir as frituras, então a quantidade de óleo utilizada na preparação dos alimentos, e compramos panelas antiaderentes. Então, decidimos substituir o óleo de soja por óleos mais saudáveis, como o óleo de canola nas preparações quentes, e o azeite de oliva nas frias. O óleo de canola costuma ser bem mais caro que o de soja - em muitas vezes custa o dobro do preço deste -, mas com o combo menos frituras + menos óleo na comida + panelas antiaderentes esse valor acabou nem sendo sentido no bolso. A fritura, além de fazer mal ao organismo, emporcalha a cozinha inteira. Seguidamente, ao limpar os móveis e eletrodomésticos da cozinha, havia uma película de gordura bastante chata de tirar. E nojenta! Com as panelas antiaderentes, passamos a usar, ao invés de colheres de óleo na preparação dos alimentos (arroz, carnes, etc), passamos a utilizar gotinhas deste. A economia é enorme gente! De saúde e dinheiro!

Viram? Pequenas mudanças, com grandes impactos. Vale muito a pena!

Beijão turma!
Comentário(s)
Comentário(s)