05/06/2014

Look Up! Olhe para cima! A solidão das redes sociais

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As redes sociais no encheram de amigos. Não raramente temos em nossa "companhia", algumas centenas de seguidores. Compartilhamos diversas coisas do nosso dia a dia, fatos, fotos, música, preferências. Mas hoje tocarei num ponto sensível: quantos destes amigos estão ao seu lado agora?

Por muito tempo fui refém da internet. Ela me trouxe muitas coisas boas - e foi fundamental em manter meu namoro em pé por 7 anos de distância. Mas quando coloco na balança os pontos positivos e negativos, sempre fico em duvida sobre qual lado pesa mais. 

Já sacrifiquei noites de sono, já me envolvi com pessoas terríveis, já me meti em confusões e agressões verbais com gente que nunca havia visto na frente, cara a cara. Por muito tempo quase me desliguei do mundo pela internet. Senti na pele, na saúde e nos relacionamentos "reais" o impacto da "hiperconectividade". 

Até que ponto isso é real? Até que ponto você se contenta com um simples "like"? Não importa quantos mil seguidores você tenha nas suas redes sociais. Quando você precisar de um ombro amigo - o de carne e osso - ou de um telefonema carinhoso, provavelmente ficará no vácuo. 

Hoje aprendi, depois de grandes decepções que eu mesma permiti, a me afastar satisfatoriamente da internet. Ainda acesso muito a rede, trabalho com ela afinal de contas. Mas minha atividade tem se reduzido dia a dia. Devagar estou definindo pontos importantes e focando no que importa realmente. Tenho acessado muito pouco o Twitter, diminuído cada vez mais o que posto no Facebook (apesar de passar com ele aberto o tempo todo, por conta do trabalho), e estou repensando o foco do Instagram. Já tive Whatsapp uma vez, deletei-o por um bom tempo, reinstalei o aplicativo recentemente e já o estou repensando mais uma vez.

Não que eu não queira me expôr - eu realmente não me importo em compartilhar minha vida com as pessoas, inclusive gosto um bocado - mas eu pretendo focar em coisas diferentes. A minha popularidade na vida real não se mede pelo fato de eu ter mais seguidores do que seguidos. Se mede pelo tanto de pessoas que se importam comigo de verdade. Hoje se você não "curte" o status de Facebook de alguém, não tem status seus curtidos. Se não dá likes nas fotos, passa a ser ignorado também. Se não retorna diariamente as visitas aos blogs de pessoas que comentam no seu, em breve terá um blog às moscas - você não pode passar por períodos turbulentos!

Perdemos contatos de verdade fomentando os contatos virtuais. Não que não sejam importantes! Mas precisamos ter controle sobre isso. Hoje foi um belo exemplo. Como já falei, participo de alguns grupos no Facebook e Whatsapp, além do Instagram, onde interajo com centenas de pessoas diariamente, ajudando, respondendo dúvidas, dando uma injeção de ânimo em alguns. Hoje interagi muito pouco, apenas à tardinha,  mais uma vez um problema de saúde me pôs de cama (todo início de inverno é assim). Perguntem se minha falta foi sentida? Por muito poucos. Pouquíssimos. Mas este não é um post pra reclamar disso, porque HOJE isso não me incomoda. Hoje eu compreendo melhor essas relações egoístas da internet - todos somos um pouco assim. Mas sei o quanto já me magoou ter dado ombro a pessoas e ter ficado no vácuo quando foi minha vez. Acontece que as pessoas têm problemas demais, e querem a solução para eles hoje, mas não têm condição de arcar com os problemas dos outros também. E, de certa forma, é justo. Cada um escolhe o que deseja pra si e o que lhe faz bem. Mas é preciso repensar-se.

E nesses meus pensamentos de uma doentezinha carente, me deparei com este vídeo, que me tocou. E vi o quanto já perdi e também o quanto tive sorte de, ainda assim, conseguir ter uma vida maravilhosa hoje sem precisar da internet. E quero compartilhar com vocês.





Um beijo enorme e um bom restinho de semana!
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