06/07/2014

Vida no pause

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Minha vida está no pause nos últimos dias. 

Fui ao ortopedista por conta da dor na coluna e já aproveitei para ver o que seriam os estalos nos meus joelhos.Tudo culpa do sobrepeso. Tanto a coluna quanto os joelhos.

O problema com a coluna é que o sobrepeso sobrecarregou a cartilagem de alguma vértebras, o que causou uma contratura muscular, e consequente inflamação, nos músculos, na cartilagem e isso acabou gerando pressão na medula - nada grave, mas muito, muito doloroso. A indicação foi de analgésicos e antiinflamatórios, como coadjuvantes do tratamento, que tem como principal base a fisioterapia. Estou aguardando o início da fisioterapia, pois meu plano de saúde - querido! #SQN - não cobre, e o melhor lugar que consegui tem fila de espera. Por hora, convivendo com dores diárias, à noite permaneço bastante tempo deitada, com bolsa de água quente nas costas para aliviar a dor. Evito analgésicos ao máximo, mas acabo precisando tomar, pois preciso trabalhar. Não consigo ficar muito tempo em pé, nem sentada, então passo o dia pra lá e pra cá e no final do dia, quando chego em casa e psso deitar, a musculatura das costas já esta contraída e muito dolorida, além da dor da coluna em si. Tá complicado.

Quando o médico viu a imagem do raio-x dos meus joelhos me perguntou se eu já tinha deslocado as rótulas dos joelhos, ao que respondi negativamente, pois nunca desloquei nada. Mas tenho as patelas altas, fora dos ângulos corretos, as chamadas "sub luxáveis", apesar de nunca as ter luxado / machucado. Ocasionadas pelo sobrepeso. Estou proibida de fazer exercícios de alto impacto até ver isso direito. Não preciso de medicação, mas de fisioterapia, que depende da mesma fila eterna. 

Mas o que está me deixando ruim, ruim mesmo, é o resultado dos meus últimos exames. Colesterol, triglicerídeos, glicemia, etc, tudo lindo, melhor do que jamais esteve. Mas já olhei os exames e os hormônios, mais uma vez, todos alterados. Meus níveis, de todos eles, são de mulheres na pós menopausa. Mas eu tenho apenas 31 anos. Ainda preciso fazer uma ecografia pélvica para ver como andam meus ovários para só então retorna à ginecologista, faço essa semana (essa demora para marcar exames pelo meu plano de saúde me deixa puta da cara! Pago uma grana nessa droga e sempre isso!), quem sabe ainda essa semana possa ver isso.

A questão é que tenho só 31 anos. Não há histórico semelhante na minha família. E já aconteceu isso quando eu tinha 23 anos. Precisei fazer reposição hormonal e depois usar anticoncepcional direto pra continuar menstruando e tal. Mas a questão é: isso pode ser meus hormônios desregulados, mas se for meu corpo mesmo querendo me pôr na menopausa, isso significa falência ovariana ou, grosso modo, infertilidade. Isso está sendo um fantasma na minha vida, martelando, me machucando, me desanimando. Eu me forço todos os dias a levantar a cabeça, seguir em frente, pôr um sorriso no rosto e viver a vida lá fora e aqui em casa. Mas isso está sim me abatendo.

Sim, eu sei que, caso eu venha de fato a não poder ter filhos, há outras opções, como a adoção. E sou super a favor da adoção. Mas eu sempre serei uma mulher pela metade se não puder passar pelo processo da gravidez. Sei que sempre vou me sentir assim. Não é pra ser racional, não é pra ser assim, mas é o que eu sinto, porque meu sonho sempre foi esse. Há anos sonho inclusive com meu parto, com a maternidade.

Enfim, nem vou me prolongar, não tenho condições de ser racional enquanto não tiver respostas definitivas. Por isso nem consegui postar nada nessa semana, não dá, não sai nada. Meu rendimento está complicadíssimo.

Quando isso se definir e só então conseguirei dar o play novamente.
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