06/09/2014

Independência do eu #blogagemcoletiva

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Amanhã, 7 de setembro (ou hoje, se você ler este post no domingo!), dia da Independência do Brasil. Aquele dia, feito novela, em que Dom Pedro grita às margens do Ipiranga o seu clássico "Independência ou Morte". Dia memorável, que romantizamos, colorimos por anos a fio em folhinhas cheirando a álcool no Ensino Fundamental. Tudo isso pra depois ver que, de fato, o Ipiranga foi mais o cenário de uma bela dor de barriga de nosso imperador regente, história que já foi contada neste blog, em uma participação especial do meu excelentíssimo esposo NESTE post.  

Mas enfim, o post de hoje é uma sugestão do grupo Rotaroots, grupo do Facebook do qual faço parte, que pretende resgatar a época de ouro dos blogs, quando eles eram criados como diários pessoais, e apenas isso, eram menos clichês e tinham o fator autoral como algo primordial. Esta blogagem coletiva tem como propósito fazer uma reflexão do que é independência, de fato. Pensei, pensei e continuo pensando.

Não creio ser a independência algo fácil de se conquistar. Achei a frase que abre este post, de autoria da Martha Medeiros, muito feliz nessa definição. E, analisada de perto, podemos ver que esta independência não é tão simples. Quando me analiso a fundo, não me vejo independente. Sou muito dura comigo mesma, e ainda me sinto presa a diversas opiniões.

Lembro de que, morando com meus pais, pensava que seria independente quando saísse debaixo das asas deles e criasse minha própria família ou, no caso de morar sozinha, meu próprio canto. Quando isso de fato aconteceu, percebi que liberdade vai muito além de não precisar dar satisfações para nossos pais. E é uma conquista pessoal bastante difícil de ser atingida. Dentro da definição de Martha Medeiros, percebemos o quanto ainda somos presos às opiniões alheias. E, pior: o quanto ainda temos dificuldades de nos libertar de nós mesmos. 

"Aceitar a si mesmo antes da aprovação alheia". Até que ponto nos aceitamos? Assim, como somos? Até que pontos somos independentes de nós mesmos? Essas questões podem nos levar a horas de reflexão e quem sabe a nenhuma conclusão. 

O caminho da auto aceitação é bastante difícil. Mas ele pode ser traçado. Um pouco de cada vez. Um dia de cada vez. Um passo após o outro. É preciso, antes de mais nada, que nos olhemos sem pudores. Que analisemos tudo o que somos, verdadeiramente. E que, então, de posse destas informações sinceras, tracemos um plano de ação. Uma jornada de auto aceitação. Mas, tão importante quanto ver o que precisamos melhorar, é procurarmos ser mais leves conosco mesmos. 

Leve-se. Permita-se ser imperfeito, ainda que a busca pela perfeição (imperfeita como ela é) deva ser uma constante. Mas entenda-se como um ser que erra, e um ser que pode cometer estes erros. Cobre-se menos. Permita-se mais. E busque sim melhorar, mas veja-se como um ser em processo de crescimento. E todo crescimento, às vezes dói. Mas dá prazer também. 

E você, considera-se independente? Conta pra mim!


Beijão!

Essa postagem faz parte de uma blogagem coletiva do Rotaroots, um grupo de blogueiros saudosistas que tem como objetivo resgatar a época de ouro do mundo blogueiro, onde o Blog não passava de um diário virtual, lembra? Pois é, para conhecer o Rotaroots, entre no grupo do Facebook e se inscreva no Rotation.
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