26/09/2015

Fortalecendo a auto-estima para ser feliz

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Ultimamente tenho lido diversos posts de blogs, no Facebook, Instagram, que apontam a indignação das pessoas com relação à "vida perfeita" de outras. São textos embotados de amargura, com aquela agressividade latente que desnuda o complexo de inferioridade que muitos sentem no cotidiano. Eu leio, leio e me pergunto como é possível viver assim?

Na era do Instagram vemos imagens lindas da vida de várias pessoas. É claro que muitos querem passar ali na rede a parte boa. Mas nem sempre isso é feito para causar inveja nas demais pessoas, nem no intuito de tentar fingir uma vida que não tem. Muitas vezes as pessoas apenas não se sentem à vontade de mostrar o que não está legal, ou não querem expôr este lado aos outros. Simplesmente não dá para sair por aí julgando. 

Os julgamentos dizem muito mais sobre o que está mal resolvido em nós, do que a respeito do outro. Se há pessoas que fazem fotos e posts apenas para criar uma vida de faz de conta e causar inveja? Claro que há! Mas elas só conseguem este efeito porque existem muitas pessoas insatisfeitas consigo mesmas e com suas próprias vidas a ponto de se sentirem amarguradas e inferiorizadas pelo bem estar alheio. 

É aí que entra a questão da auto-estima. Quando nos amamos suficientemente - nem demais, nem de menos - a vida do outro se torna apenas a vida do outro. Diferente da nossa, quem sabe com coisas que gostaríamos de poder fazer, mas ainda sim apenas a vida do outro. Minha auto estima é péssima, não vou nem fazer média aqui não. Mas já consegui trabalhá-la a ponto de não me incomodar com esse tipo de coisa. E confesso que fico alarmada com essa mini "onda" de pessoas insatisfeitas com... a vida dos outros!

Outro ponto importante que demonstra a fragilidade da auto estima, que vejo na internet, mas também no meu trabalho, com alunos,  muitas vezes é aquele complexo de inferioridade que faz com que tudo pareça humilhação. Se alguém chama sua atenção por um erro que você cometeu, e não o fez num quarto escuro longe dos olhares de todos e nem te encheu de beijos e abraços e chocolates durante o processo, é humilhação. As pessoas se sentem humilhadas por motivos ínfimos, e isso denota a fragilidade da visão que elas têm delas mesmas. É isso!

Precisamos investir mais em nós mesmos. Em nos sentir bem. Se para que eu me sinta melhor, preciso emagrecer, então vou investir nisso! Se para eu me sentir melhor preciso ter um corte bacana de cabelo, investir nisso! Se preciso de um novo emprego, então devo traçar metas e fazer por onde mudar de emprego. Entendem? Culpar o mundo, as pessoas, sentir-se humilhado com a vida alheia ou não assumir seus erros culpando os outros que porventura os apontem como forma de tirar o foco de nós mesmos, não resolve problema algum. Buscar meios de melhorar sim!


Precisamos nos amar mais, para distribuir amor. O amor precisa emanar de nós primeiramente, para então retornar a nós através das ações dos outros. E é tão importante querer-se bem! Eu só consegui entrar de cabeça em um processo de emagrecimento depois que apostei em mim mesma e me amei. E vejam bem, com este post não quero dizer que sou perfeita e que não tenho meus conflitos. Tenho muitos! Quantas vezes desejei ter a vida, o corpo de outra pessoa! No entanto, alimentar isso só aumenta ainda mais nossa insatisfação. Porque cada vida é uma, cada história traz um caminho. É claro que nem todos têm as mesmas oportunidades, mas quando queremos algo e nos esforçamos para isso, podemos ir muito além do que já pensamos. E isso só depende de nós. 

Vamos nos amar mais, nos cuidar mais, nos valorizar mais. E então veremos a vida dos outros, os posts, as fotos, como algo a inspirar-se (ou não!) a observar, mas não invejar. E nos sentiremos bem conosco mesmos a ponto de interagir com os outros sem nos sentir humilhados por qualquer motivo. 

Beijocão!


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