22/09/2015

O que o amor é #BlogagemColetiva

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Nós aprendemos a pôr diversos rótulos no amor. A maioria deles tem a ver com o que as pessoas fazem por nós e o que fazemos por elas. Com o que damos e recebemos em troca. Me pergunto se não estamos transformando o amor em uma moeda de câmbio. Eu te dou meu amor, se você retribuir de uma certa maneira. Ou sob certas condições.

Vejo o amor nos pequenos atos. Naquelas coisas que a maioria não percebe e que fazemos quando não há platéia. É fácil amar quem não nos desafia. Quem nos faz bem sempre. Quem faz nossas vontades e atende nossos desejos. Mas o amor, e aqui falo do real sentimento que é muito mais raro que pensamos, está principalmente na ausência. 

Amamos de verdade quando escolhemos permanecer perto de alguém que não faz todas as nossas vontades. Que nos desafia constantemente. Que não pode estar sempre presente. Que não nos diz exatamente aquilo que desejamos ouvir. 

Durante muitos anos fomos ensinados a não aceitar migalhas. No entanto, acabamos nos tornando exigentes demais. Na era do amor próprio, centralizamos nossas vidas em torno de nossos umbigos. E quem não se encaixa, que caia fora. O resultado é pessoas cada vez mais sozinhas - e não falo aqui somente de namorados, falo de amizades, que são amores sim senhor! Como nos vimos sozinhos, uma vez que ninguém se encaixa, estamos então iniciando uma nova era do "antes só do que mal acompanhado" para justificar e fazer a ferida doer menos. 

Se você não responde minhas ligações, caia fora. Se você não curte todas as minhas fotos no Facebook, caia fora. Se não me responde rapidamente no Whatsapp, não me serve. Se não assiste meus 5 mil segundos no Snapchat, eu não assisto você. 

Eu sei que o amor não é isso. Porque quando ama-se verdadeiramente, ama-se pelo simples fato de o ser amado existir. A reciprocidade deve vir sim, e não devemos nos tornar mariposas em volta dos lampiões, para acabar mortas. No entanto, percebo que o amor de verdade surge quando não há grandes recompensas. Quando o ser amado vem assim, de alma desnuda, despida de riquezas, de intenções. Quando traz o coração em suas mãos e nada mais.

Enfim, a meu ver, o amor é aquilo que resta quando não há nada mais a oferecer. Além dele próprio.


* Este post faz parte da Blogagem Coletiva do mês de Setembro do Grupo Irmandade das Blogueiras, do Facebook.
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