30/05/2016

Quando o passado dá um chacoalhão no presente

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Aproveitei o feriadão para fazer muitas coisas. Dar uma ajeitada na casa (muito de leve, confesso), uma estudada (tá quase dona paleo!), assistir muitos seriados, dar uma "reparada" na sogra que tirou o seio na semana passada (câncer novamente). Fiz vários nadas também.

E numa destas ajeitadas, decidi ver o que havia em alguns DVDs que eu tinha na estante, guardados. Alguns traziam fotos antigooonas, da época em que eu só namorava, da época recém casada, e foi tipo aquele soco na boca do estômago. Antes de casar, eu gordinha, me achava gordona. Aaaaah, se eu soubesse, jamais reclamaria! Após o casamento, a rainha das fotos, com a auto estima lá no céu, linda, magrinha. Apesar de sim, ter rolado aquele pensamento "como foi que eu permiti isso?", dessa vez eu procurei usar como estímulo.É claro que o caminho é difícil, mas eu já consegui uma vez. Agora o caminho é um tanto mais longo, mas ainda sim possível.

Andei por um bom tempo apática. Não queria mesmo fazer plano novo nenhum para o meu futuro. E isso refletiu na minha vida todinha, claro. Hoje ainda não posso dizer que quero planejar algo. Na verdade eu não quero nem pensar no futuro. Por mais que o tempo passe, é uma dor lancinante ainda. E não quero mais dor. Não agora. Mas eu aceitei aos poucos o meu presente, e estou fazendo pequenos planos de curto prazo já. Às vezes eu penso que devo fazer algo a respeito. Mas então penso melhor e respeito minha decisão de não querer fazer nada no  momento (em relação a médicos, especialistas em fertilidade, etc). Sim, o tempo passa e está passando. Mas se eu colocar um reloginho na minha vida, a emenda provavelmente sairá pior que o soneto.

Dito isso, eu percebi que estar mais magra me fazia sim muito feliz. Para alguns isso não faz tanta diferença. E estar magra não resolveu meus problemas, tanto que eles seguiram surgindo de trás de todas as moitas mesmo assim. Mas sem esse problema, em paz com meu reflexo no espelho, eu conseguia ser mais otimista em relação ao resto. Então este é um ponto que sim, eu quero alcançar. Junto disso, eu acho que a única saída (se é que há) para problemas de saúde, é deixando a saúde "nos trinks" (gente, que expressão velha hahaha). E isso então tem de estar alinhado comigo. Percebi que não quero viver de dieta, mas não quero mais ir prejudicando minha saúde aos pouquinhos. Para mim, Denise, a alimentação faz toda a diferença na vida. Então meu marido e eu estamos juntos nessa.

Tenho problemas hormonais sérios. Estou perdendo muito cabelo por conta disso - não de carência vitamínica nem nada que se passa pela cabeça de quem acha dietas low carb radicais - e as sobrancelhas estão tomando o mesmo rumo. Nossas famílias têm histórico de Alzheimer e Parkinson, hipertensão e diabetes, câncer além da obesidade (mas sei que o genótipo não consegue sobreviver a um estilo de vida saudável). Eu só tenho alguma chance de envelhecer decentemente se eu mudar o estilo de vida. De recuperar alguns pontos da minha saúde e de mudar meu destino se agir nesse sentido. 

Então, decidimos que aqui em casa não entra mais: açúcar, farinha, pães, massas. Diminuiremos ao máximo os industrializados. Se algo sair fora deste contexto (comer uma "porcaria, por exemplo) será na rua, e não será mais a regra, como já foi. E não é algo para a segunda-feira. É algo que já começamos. Meu marido decidiu seguir esse estilo de vida low carb comigo. Eu, um pouco mais limitada por precisar perder peso, ele um tanto mais livre por não precisar disso. Mas ambos com saúde.

Sabe, ver minha sogra com câncer pela segunda vez - e parece que isso só se tornou real agora que ela enfim foi operada - foi quem sabe o impacto de que precisávamos para renovar nossos votos pela saúde. Por mais que da primeira vez ela tenha se saído muito bem, há sempre o medo de que desta vez as coisas compliquem. Ou de que haja uma terceira, quarta vez. Nós não conseguimos fazer com que as pessoas se cuidem. Mas podemos então cuidar de nós mesmos.

Lembro que quando comecei a fazer pra valer a Dukan, há mais de dois anos atrás, eu inclusive comentava no blog da minha falta de empolgação. Eu me sentia impelida a fazer a dieta, sem saída por ver que era minha opção mais acertada naquele momento, mas sem todo aquele ânimo doido. Agora entendo que isso acontece pela mudança na alimentação. Quando não como direito, penso pior, me sinto mais apática, sem ânimo. A low carb traz tudo isso de volta: clareza, ânimo, empolgação. Porque o organismo etá bem. Nas últimas semanas eu tenho levado as coisas bem mais ou menos, com mais escorregadas que acertos. Mas agora creio ter acertado os ponteiros. Espero em breve colher os resultados.

Ainda não ingressei na paleo, e não pretendo fazer uma "migração" aos poucos da paleo para a Dukan. Estou comendo "comida de verdade", que a gente não compra em pacotinho. Legumes, verduras, carnes. Chás, café. Essa semana darei um jeito de preparar meus últimos muffins, e uma caixinha de mistura para panqueca também, resquícios da última compra que fiz há alguns meses na lojinha Dukan. Farelo de aveia não cabe na low carb, por ser grão. Grãos não entram na low carb. Em outro post explicarei mais a respeito, já aprendi tanto nestes últimos dias! Li muito, ví muitos vídeos, palestras, podcasts. Indicarei tudo em posts futuros, prometo. Mas por hora vou pondo a mim na linha, ok? Prioridades.

O passado (o câncer, as fotos) trouxeram um pouco mais de lucidez para o presente. Quem sabe aquele empurrãozinho que faltava. Às vezes, esse choque é bem bom.

Beijão e bom final de semana!


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