12/08/2016

Sobre Pokémon Go e a intolerância nossa de cada dia

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Acho que a maioria já sabe do lançamento do aplicativo para celular chamado Pokémon Go. O jogo é bem simples (para os jovens pelo menos hahaha), e consiste em procurar pokémons (uns bichinhos fofinhos como os da imagem de abertura do post) pela cidade afora. O aplicativo utiliza o GPS para localizar o usuário e então, a partir dessa localização, "coloca" bichinhos pelo caminho através de um sistema de realidade aumentada. Bichinho encontrado, o jogador precisa capturá-lo utilizando uma bolinha. Aí claro, há as evoluções dos bichinhos, lutas entre os pokémons em ginásios que ficam localizados em pontos específicos da cidade, totens (os pokéstops) onde se podem recarregar as bolinhas e encontrar ovinhos (que para chocarem pedem que o usuário caminhe um tanto) e outros detalhes que só quem entende mesmo do jogo se aprofunda. 

Quando o jogo foi lançado a nível mundial foi uma loucurinha. Quando chegou ao Brasil idem. E assim como a adesão ao jogo foi em massa, as críticas a ele também foram. Tudo tem os dois lados. Há sim pessoas que se tornam meio obsessivas, jogando inclusive em lugares inapropriados, e se pondo em risco quando andam com o celular na mão pra lá e pra cá. Há quem tenha sido assaltado e há até mortes atribuídas ao jogo, de pessoas descuidadas (mesmo que algumas manchetes noticiem a morte por descuido ao jogar e depois o texto diga que não foi pelo jogo). Enfim. 

O fato é que com a popularização das redes sociais, tudo vira motivo pra polêmica. O jogo mal começou, e já há críticos e defensores ferrenhos dele. Quando as pessoas poderiam apenas ficar na delas. Tudo que é novo causa frisson. É perfeitamente normal. Quando há um jogo novo, um aplicativo novo, um show de alguma banda conhecidona. Os pokémons existem há anos e já há diversos jogos, sem contar desenho animados e afins, a franquia é grande. Era lógico que um jogo assim fosse atrair em massa a garotada. E como eu disse, há pontos positivos e negativos, mas ficar xingando em rede social não altera isso em nada. Quem gosta e joga não vai deixar de jogar porque a mãe do amigo acha ridículo. Textão do Facebook não vai "abrir os olhos" de ninguém. Eu já li muita coisa, algumas chegam a ser engraçadas.

Pokémon já virou jogo do demônio, espião, coletor de dados dos celulares... Bom, se ele coleta dados? CLARO que sim. Abram as configurações do seu celular, vá até os aplicativos e olhem as permissões. Permitimos que a imensa maioria dos aplicativos coletem informações nossas. Ah, você não tem celular? Bom, o Facebook faz o mesmo. E você autoriza isso quando marca aquela caixinha, durante a inscrição, que diz "li e aceito os termos de uso". Se não leu, azar o seu. O Google, idem. Tudo que é acessado pela internet coleta nossas informações. Ou você acha que depois de pesquisar o preço de uma fritadeira elétrica no Submarino ela começa a aparecer nas publicidades pela internet toda de graça? Não, eles coletam suas informações ali. Por isso, para movimentar contas bancárias via computador, é preciso ter um bom antivírus e muito cuidado onde clica na internet para não acabar com algum programa espião.

No mais, Pokémon Go é uma febre, Vai passar. Com relação aos adolescentes que saem descuidados, a responsabilidade de orientá-los ou acompanhá-los é da família, não do jogo. Não dá pra sair culpando um aplicativo de celular pelas atitudes de pessoas. Pessoas devem ter uma boa base para saber como se portar diante disso, em que momentos jogar e, caso ultrapasse estes limites, cabe à família dar este limite. Com relação aos adultos, bom, aí a vida é pessoal, e não nos cabe ficar ditando normas ou querendo que as pessoas se comportem da forma que desejamos. Isso é apenas mais uma forma de encontrarmos mais uma frustração para nós mesmos.

Se eu jogo? CLARO! Mas sinceramente, só tenho pego Pokémons que ficam perto da minha cama, porque não tenho mais a disposição dos jovens. E sinceramente, fora o pegar os pokémons em si, não sei quase nada do jogo e me falta vontade de aprender mais sobre. Mas eles são bonitinhos! E eu gosto de pegá-los. 

Beijão!
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