24/06/2016

Detox ou não - eis a questão!

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Imagem por Freepik

Já falei algumas vezes sobre estas questões "detox" aqui no blog, já usei sucos "detox", já fiz semanas de alimentação desintoxicante e tudo o mais. Ultimamente  vejo um rebuliço danado em algumas redes a respeito do termo "detox". Eu acho a questão toda muito, muito simples. Mas parece que uma boa parte das pessoas curte mesmo o burburinho, a ilusão da sapiência absoluta e as "medalhinhas" por desvendar "mitos". 

Primeiramente, vou clarear a minha opinião sobre isso, acho importante. Não acredito, por exemplo, que o suco de couve retire substâncias intoxicantes do nosso organismo. Quem faz a desintoxicação do organismo são os rins e o fígado. Exclusivamente eles. A couve, o pepino, o gengibre, jamais farão este trabalho que tais órgãos fazem. Isso é ponto pacífico.

A pergunta que faço é: órgãos doentes conseguem desintoxicar alguma coisa? Não. Pelo menos não eficientemente. Ou seja, para que nossos órgãos, que realizam uma desintoxicação no organismo, façam seu trabalho a contento, precisamos deles saudáveis, certo? Certo né.

Uma questão levantada pelo novo grupo "contra o detox", é que nosso organismo não se intoxicaria, simples assim. E, caso se intoxicasse, apenas um hospital seria capaz de desintoxicá-lo. Aí eu me pergunto: o que rins e fígado filtram do nosso organismo? Vitaminas? Não, TOXINAS. Esta é uma das principais funções dos rins e fígado: excretarem toxinas, retirarem toxinas de nosso organismo. Toxinas nada mais são que substâncias tóxicas produzidas muitas vezes por nós mesmos. Veja seu dicionário.

Todos sabemos que nossa alimentação fornece praticamente todas as substâncias vitais ao organismo. Tanto que, se não nos alimentarmos, morreremos. A digestão do que comemos produz toxinas: a filtragem que os rins fazem, por exemplo, nada mais é que separar as substâncias tóxicas do que recebemos pela alimentação (e outros meios também) e excretá-las, retirá-las do organismo. Em resumo: nos desintoxicamos diariamente, através de nossos próprios órgãos.

O que uma alimentação "detox" tem como premissa básica: o consumo mínimo de industrializados, que contém substâncias químicas, que, adivinha? Nos intoxicam. Não se trata aqui de intoxicações que matam, que fazem com que passemos mal e tudo o mais. Mas sim, de elementos que vão, aos poucos, adoecendo nosso organismo. Estes elementos podem vir de alimentos industrializados (que contém uma lista imensa de ingredientes que, em sua maioria, não fazemos ideia do que são), de medicamentos, de materiais com que temos contato cotidianamente (plástico, chumbo).

Eu vejo o termo "detox" obviamente sendo usado de maneira incorreta muitas vezes - como um milagre do tipo "tome este chá detox e tudo certo". Eu sempre achei que era ÓBVIO que não era milagre, mas ao que vejo não é tão óbvio assim.

O que períodos de alimentação livre de industrializados fazem? Dão mais energia, ajudam o organismo como um todo a trabalhar melhor, dão "um tempo" na carga de químicos para o organismo. E aí o óbvio acontece: funcionando melhor, rins e fígado também eliminam melhor as toxinas do organismo. Não seria isso a desintoxicação? Não seria o tal detox? Eu acredito que sim.

Eu senti e sinto os benefícios de uma alimentação o mais limpa possível. Quanto menos industrializados uso, melhor me sinto, com mais disposição, vitalidade, durmo melhor, o humor melhora também, tudo muda de uma maneira que é impossível não perceber. Exatamente porque o organismo está funcionando bem. Porque além de não colocar mais toxinas para dentro do meu corpo, mantendo-o saudável, eu o ajudo a livrar-se das demais toxinas de uma maneira mais eficaz.

Sei lá, para mim é algo tão óbvio... Dieta detox, suco detox certamente são utilizados como meio de chamar a atenção. Nada do que façamos isoladamente surte efeito. A "água de berinjela" não emagrece se vier acompanhada de pastel no lanche da tarde. É sempre preciso um trabalho mais global, para que as coisas dêem certo. Precisamos parar de acreditar em milagres, e também parar de atirar pedras nas coisas apenas por que não gostamos da intenção. É preciso sempre utilizar o bom senso, pesquisar e entender o que fazemos e lemos. Não se ater apenas a um meio de comunicação.

Só o conhecimento nos permite diferenciar as coisas bacanas das não tão bacanas assim. Não acham?

Beijo!
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