16/07/2018

Bullet Journal: onde encontrar um bom caderno


Há algum tempo aderi ao uso do bullet journal ou bujo - outro nome pelo qual ele é conhecido. Em termos muito simplistas, o bullet journal é uma agenda que você adapta às suas necessidades. Como pode-se ver na foto acima, ela é totalmente customizável, e a ideia é exatamente esta: criá-la de acordo com as suas necessidades e também ser um momento de estímulo à criatividade. 

O bullet journal não é algo que surgiu agora - apesar de parecer estar mais em alta neste momento. Eu já conhecia o método há vários anos, porém achava complicadíssimo. Mas preciso dizer que me enganei. Primeiramente porque como você o cria de acordo com o que precisa, não há uma regra a seguir: se você precisa apenas de páginas para anotar a rotina da semana (os chamados weeklys spreads), basta fazer apenas isso. Segundo que  não é um padrão enchê-lo de ilustrações mil. Há alguns extremamente simples e belíssimos nesta simplicidade. O bacana dele é a questão do desperdício mínimo. Com uma agenda normal, caso você não tenha coisas para escrever diariamente, acabará o ano com muitas páginas em branco e o aproveitamente será bem baixo. No caso do bullet journal, se você não tem tempo ou não precisa de anotações nesta semana, pode simplesmente deixar de fazer e pronto.

Eu aderi ao método pelo simples motivo de estar com uma rotina de trabalho exaustiva, e precisar de algo para relaxar, e como desenhar é algo que não faço lá muito bem, porém me relaxa bastante, achei que seria bacana - e está sendo!

Bom, mas meu foco aqui não é explicar o que é um bullet journal. Caso você deseje conhecer melhor o método, indico esta playlist da Aline Albino no YouTube, onde ela explica o que é, e dá várias dicas a respeito:


Hoje eu quero dar uma dica bacana de caderno para bujo. Você pode começar em um caderno comum ou quadriculado. Mas há cadernos que facilitam o trabalho, com páginas pontilhadas ou pontadas (que não possuem todo o pontilhamento, apenas os 4 cantinhos). O que acontece é que como é uma "novidade" no país, e não há tanta procura, o comércio brasileiro desta área aproveita para lucrar em cima desse nicho cobrando valores dolorosos. Há alguns de cerca de 50 páginas pela bagatela de R$70,00. Por esse motivo eu iniciei meus ensaios no bullet journal em um caderno quadriculado comum mesmo, que paguei honoráveis R$ 3,50. Fica bem legalzinho até, mas as linhas ainda me incomodavam um pouco. Procurando aqui e ali descobri uma opção bastante bacana.

Rodando internet afora encontrei um anúncio no Mercado Livre de caderno pontilhado. Dei aquela olhada básica nas avaliações e vi que a maioria das pessoas gostou bastante do produto. Há mais de uma versão do caderno, com capas e quantidade de páginas diferentes. Escolhi a versão com 320 páginas para testar, pois o preço estava ótimo. Vejam:


Escolhi a versão com capa preta, mas há capa vermelha, rosa, verde, laranja, prata, pied-de-poule e afins. Este é um caderno pontilhado, ou seja, ele não tem apenas os pontos guia básicos, vem com pontilhado extra, observe:


É feito de papel pólen soft, 90g/m². Este tipo de papel é mais amarelado naturalmente, ok? Eu, particularmente, prefiro assim, mas se você quer mais branquinho precisa escolher outra opção. No entanto a maioria dos cadernos para bujo vêm com este tipo de papel. Este tipo e gramatura de papel infelizmente faz com que canetinhas e marcadores transfiram para o outro lado do papel, como mostro abaixo:


Eu acho isso chato, mas a solução seria outro tipo de papel, e no momento para mim este está ok, já que outros têm um preço muito maior que este, então eu tomo mais cuidado no uso das canetinhas, porém está sendo bem ok em termos gerais.

Falando em preço, o valor do caderno é de R$29,90 com frete de valor único para todo o país de R$9,00, ou seja: o custo total para um caderno destes é de 39,90. O tamanho é de uma agenda comum, um pouco maior que os comuns para bujo.

Com algumas canetas e materiais para dar noção do tamanho.
Eu achei a relação custo-benefício deste produto ótima. Já comprei um para minha irmã, como presente. Aqui em Joinville chegou em coisa de uma semana, mas isso depende da distância de sua cidade e outros pormenores, mas geralmente chega rápido. Você pode encontrar ele à venda AQUI (este é o vendedor de onde comprei o caderno, não sei como são os outros).

Criei também uma pasta no Pinterest com muitas referências para bullet journal, se você tem conta lá, não perca esta pasta AQUI.

Se você decidir comprar, me conte como foi sua experiência. E se utiliza o bullet journal comenta aí, vamos trocar figurinhas?

Beijão!

08/07/2018

Passeando: Parque Municipal da Caieira - Joinville / SC



Já estou morando há um ano e meio em Joinville. Após uma adaptação de alguns meses ao trânsito daqui - que por conta da quantidade de morros no meio da cidade se torna um nó muitas vezes - começamos a nos "arriscar" a desbravar a cidade. Há uma quantidade razoável de lugares bacanas para conhecer por aqui, e aos poucos conhecemos a maioria deles. Quero mostrar alguns por aqui, pois há lugares reconhecidamente turísticos, mas outros bacanas para as pessoas que vivem na cidade.

Um deles é o Parque Municipal da Caieira ou Parque Caieiras (nunca lembro o nome exato e o Google também não ajuda, já que mostra ambos, rs). O parque ecológico se localiza no Bairro Adhemar Garcia, à beira da Lagoa Saguaçu e do mangue. É considerado patrimônio histórico, pois conserva ainda sambaquis. Abaixo, uma breve explicação do que é um sambaqui, segundo o site da Revista Mundo Estranho:

"São enormes montanhas erguidas em baías, praias ou na foz de grandes rios por povos que habitaram o litoral do Brasil na Pré-História. Eles são formados principalmente por cascas de moluscos – a própria origem tupi da palavra sambaqui significa “amontoado de conchas”. Mas essas elevações também contêm ossos de mamíferos, equipamentos primitivos de pesca e até objetos de arte, num verdadeiro arquivo pré-histórico."

E realmente, há partes em que você literalmente pisa no sambaqui, principalmente perto do mangue, pois você vê milhares e milhares de conchas sobrepostas.

Logo na chegada do parque há um estacionamento próprio, de tamanho bem razoável, gratuito. Em seguida, a área administrativa e já o informe de que este é o último ponto onde há banheiros - aqui, um ponto negativo, já que o parque é bem extenso, digamos. Portanto se você bebeu muita água neste dia, já faça seu xixi preventivo. Você já vai entender o motivo.

Saindo desta área, você segue por uma estrada principal, cercada de natureza. É uma caminhada de cerca de 1km aproximadamente. Em paralelo a este caminho principal, há duas trilhas que pode-se fazer, chamadas de "caminho da roça". Nelas há placas com indicações do que se faziam naqueles locais antigamente, mas não há vestígios reais, são apenas trilhas no meio do mato, no entanto, para quem já foi mais de uma vez, é algo bacana de se fazer.

Mozão 😍
 
Placa do "Caminho da Roça"

Trajeto pelo interior da trilha.
Ao final dessa estrada há uma área aberta, onde se pode praticar esportes ou simplesmente abrir a cadeira e ler junto à natureza.


Se você seguir pela esquerda terá acesso ao mangue, uma pequena ponte onde se tem uma bela visão da Lagoa Saguaçu e mais uma área aberta, de onde se vêem os fornos (conhecidos por terem provavelmente sido utilizados para queimar materiais dos sambaquis para produção de cal), dos quais não tirei fotos nítidas, mas que dá para ver ao fundo da imagem abaixo, que é da aquarela que meu esposo fez do local.


Esta parte dá acesso direto ao mague e Lagoa Saguaçu. Lá vi o menor canranguejo da minha vida, que era menor que minha unha do dedo mínimo!!!  A foto abaixo mostra outro caranguejo, pouco maior que meu dedão.


Abaixo, mais algumas fotos feitas por mim neste dia:

Lagoa Saguaçu
Pequeno deque à beira da Lagoa.

É um lugar bacana para quem gosta de curtir momentos de tranquilidade junto à natureza. É importante dizer que o lugar não tem uma boa infraestrutura. Pelo caminho, por exemplo, há algums prédios que antes abrigavam banheiros e afins, desativados. Não há nada a fazer exceto curtir a natureza mesmo - o que para mim é suficiente, mas para algumas pessoas quem sabe não seja. Não é permitido entrar com automóvel, apenas bicicletas, então não leve nada muito pesado.



Meu esposo e eu gostamos de ir lá apenas para curtir um sossego mesmo. Eu fico lendo algo e ele desenhando. Sempre há pessoas, principalmente famílias e crianças - apesar de que na última vez em que fomos, queríamos ver o pôr do sol do deque, porém haviam algumas pessoas esquisitas que pareciam interessados em usar o local, que fica longe dos olhos dos demais, então achamos por bem  não dar bobeira e não ficamos lá.



Importante: no verão, convém levar repelente de insetos, a natureza tem estes detalhes a serem levados em consideração, rs... 

Informações sobre o local:

Endereço:
R. Valdemiro Rosa, 1636
Bairro Adhemar Garcia
Joinville - SC

Você pode ver alguns comentários no TripAdvisor AQUI e no Google AQUI.

Beijão!

25/06/2018

Pitiríase rósea de Gilbert - como lidar?

Definição da Sociedade Brasileira de Dermatologia.



Olá, tudo bem? Depois de ressuscitar o blog, cá estou eu novamente, tentando mantê-lo mais ativo. E não poderia fazer isso sem tocar neste assunto. Este ano decidi iniciar uma pós graduação. Já sobrecarregada do trabalho, adicionei este item. No entanto, estava tudo dando certo. Aquela coisa: a caçamba do caminhãozinho estava cheia, mas estava conseguindo equilibrar, sabe? Mas então, em uma sexta-feira, no final de tarde, veio aquela pedrinha, a tal que vem e desaba todo o monte de pedrinhas. Não era nada de terrível, mas quando se está equilibrando coisas difíceis, Às vezes algo simples ganha um poder bem grande, digamos assim. Cheguei em casa e chorei, fiquei com raiva, chateada, indignada, depois lavei o rosto e segui a vida.

No dia seguinte percebi na minha barriga uma mancha avermelhada, do tamanho de uma moeda de 1 real. Como aqui é muito úmido pensei logo que havia conseguido uma micose para chamar de minha. Passei uma pomadinha que tinha aqui por uns dois dias e nem cócegas. No terceiro dia percebi algumas manchinhas vermelhas na barriga e seios... e quando me dei conta já estava tomada do que parecia uma urticária, mas de manchas que não se conectavam umas às outras. Coçavam, mas nada de horroroso. Suspendi a pomada logo que percebi as manchinhas, pq eu até tenho mania de me automedicar (quem nunca?), mas sei que nessas perebas de pele isso prejudica o diagnóstico. Esperei até o final da semana e o negócio só piorava. Consegui marcar uma consulta para a sexta-feira (cerca de 1 semana após perceber a primeira mancha), e até lá haviam manchas na barriga, seios, cóccix e região, ombros, parte superior dos braços e coxas.

Eu já havia pedido ajuda aos universitários (leia-se Google, rs) e já desconfiava de pitiríase, por conta do surgimento de uma mancha maior e depois espalhar-se em forma de pequenas manchinhas. Na dermatologista, a confirmação, não apenas do diagnóstico, mas da pior parte disso: não tem tratamento e pode levar de 45 a 60 dias ou mais para passar. A dermatologista pediu exames (todos deram excelentes, muito mais do que eu imaginava, exceto pela vitamina D que praticamente não existe nesse corpo, rs), e receitou uma pomada e um antialérgico. A pomada para as manchas que coçassem mais, e o antialérgico para quando a coceira ficasse mais tensa.

Usei ambos por uma semana, sem melhora alguma. Busquei informação na internet e o que via à minha frente era sempre desanimador. Até que encontrei  um grupo no Facebook, o Pitiríase Rosea de Gilbert - Ajudando a superar, entrei e percebi que a medicação além de paliativa poderia até piorar o quadro. Então suspendi a pomada, e passei a utilizar antialérgico apenas quando a coceira fosse muito forte (e aí eu tomo antialérgico forte que é pra dormir mesmo, porque pra coceira temo que não ajude nada, rs) e a caprichar na hidratação. Comprei hidratante Nivea, daquele azul escuro para pele extra seca - fica uma meleca, mas sinto que tem ajudado a aliviar bastante. Dizem que tomar sol é bom mas primeiramente sol é artigo de luxo aqui em Joinville, e segundo, saio de casa com o sol recém nascido e volto noite, então essa parte fico devendo. 

Bom, o que se sabe é que uma das possíveis causas é o stress (lembram do episódio da sexta-feira? Então...). O que fiz foi aliviar um pouco a carga de trabalho. Não havia nada que não fosse essencial. Porém eu sou muito certinha com prazos e me permiti afrouxar um pouco o prazo de alguns (só o suficiente para não ficar o tempo todo fazendo só isso da minha vida). Também numa noite da semana passada larguei tudo e fui passear no Shopping, no meio da semana mesmo. E no outro dia, estava exausta e sabem o que fiz? Fui dormir às 19:30 e acordei no outro dia. Anos que não fazia isso. Resolveu meus problemas? Não. Mas a doença estacionou, o que já é bom. Ah, cortei praticamente todo industrializado da alimentação também, para ver se abrevio o tempo dessa doença em minha vida.

Bom, se você não curte imagens de perebas pode pular para o final do post, pois a seguir uma imagem de um pedaço de mim e a pitiríase:


Não há edição alguma na foto, ok? Bom, aí estão as lesões MUITÍSSIMO MELHORES do que estavam. A doença não chegou a regredir. Nas costas diminuíram um monte, na barriga e seios também, porém surgiram mais nas coxas e na parte inferior dos braços. Mas vejo que várias começaram a secar. Estou aprendendo que o principal medicamento para esta doença é a paciência, e estou tentando exercitá-la. É péssimo me ver assim, e agradeço todos os dias por ser inverno e poder me cobrir com roupas compridas - não quero nem pensar se fosse calor! É desconfortável, às vezes coça pra caramba! Em alguns dias esta aparência me deixa mal, mas não deixo essa sensação crescer em mim.

Só sei que no momento estou fugindo de cobranças e pressões desnecessárias. Se algo fica pesado demais, não levo adianta, a menos que seja essencial. Já estou pagando um preço bem alto pelo stress.

Resumindo, o que tenho feito para me curar o mais rápido possível:
  • Aliviar a sobrecarga sempre que posso.
  • Usar antialérgico somente se a coceira estiver insuportável.
  • Banhos de mornos a frios, e rápidos.
  • Evitar sabonetes comuns ao máximo para diminuir o ressecamento e a coceira.
  • Hidratação com creme potente no mínimo duas vezes ao dia.
  • Alimentação leve e sem industrializados, glúten.
  • Lactose somente do kefir - que tomo em jejum todas as manhãs.
  • Procurar ter mais momentos de lazer.
  • Exercitar a paciência e entender que vai passar.
Vou fazer UPDATES neste post periodicamente para atualizar dos avanços. Encontrei um post em um blog que fez isso e me ajudou demais - mas infelizmente não encontrei o link para mostrar a vocês. Por isso acho bacana fazer o mesmo, pode ajudar alguém.

Enfim, é isso. Inicialmente eu não iria expôr nada aqui, mas como recebi ajuda de posts na internet, quis dar minha contribuição também.

Beijão! Em breve um assunto mais leve, rs... 


UPDATES

15/07/2018 - Bom, já se passaram algumas semanas desde este post. Aconteceram diversas mudanças em relação à pitiríase, que relatarei hoje. Hoje já faz pouco mais de um mês desde que a "lesão - mãe" apareceu. Na semana seguinte a este post a situação piorou muito. As manchas voltaram com tudo e surgiram novas pelo corpo todo. Até no peito do pé, que é algo mais raro, surgiram manchas. Neste ponto formaram inclusive pequenas bolhazinhas. A coceira se tornou infernal, e precisei apelar para a loratadina (antialérgico que não dá sono) para aliviar. Eu não sei ao certo se ela funcionou ou se foi o fato de eu ter continuado trabalhando e com isso me ocupando com outras coisas que fez eu levar numa boa durante o dia. Porém à noite o bicho pegava e eu apelava para o antialérgico forte mesmo - que aí eu tinha sono e, caso a coceira não passasse, ao menos eu dormia, rs... Voltei a usar pomada +  hidratante em abundância. Então tomava dis banhos rápidos por dia, e após o banho passava o hidratante no corpo todo, deixava uns dois minutinhos para secar e depois passava a pomada - como a pele estava mais hidratada, a pomada deslizava melhor. Estava usando o hidratente para pele ressecada (azul escuro) da Nívea, mas o Vasenol Calming me ajudou muito mais. Abaixo, a duplinha:






Infelizmente a pele acabava bem melecada mesmo, mas paciência. Eu não tenho absoluta certeza sobre a pomada ter ajudado em algo. Não senti nenhuma melhora imediata. Mas pode ser que ela tenha ajudado, e tenha uma ação mais  lenta, digamos. Ou posso ter melhorado pelo ciclo natural da doença e hidratação potente. Jamais saberei, rs... Mas por via das dúvidas, passei pomada no corpo todo duas vezes ao dia por uma semana e pouco. Após uma semana infernal, as manchas começaram a clarear. Aí veio um ressecamento PUNK, nossa! Terrível. A pele ressecou tanto que parecia estar prestes a craquelar toda a qualquer momento, rs... Depois de sentada por um período maior, chegava a doer na hora de levantar, a pele parecia no limite de se rachar. Hidratei, hidratei, hidratei. Dava impressão de que iria descascar, inclusive, parecia uma queimadura de sol leve. Porém, não chegou a descascar muito não. Bem esquisito, rs... Agora estou bem melhor. A pele dos seios e barriga está praticamente limpa. Restam algumas manchas remanescentes nas coxas e parte posterior das pernas, mas muito clarinhas já. Não uso mais a pomada, apenas sigo firme na hidratação pelo menos duas vezes ao dia, e minha pele deu uma melhorada como um todo por conta disso. Vou seguir com os updates conforme forem surgindo novidades!

21/06/2018

Maratona BEDA Interblogs


Gente, desenterrei o blog. É isso. Espero que agora ele fique desenterrado de vez. Mas esta história é para outro post. Este post é para avisar que decidi aceitar o convite da Pri, do blog Bem Bela, e participar da Maratona BEDA Interblogs. 

BEDA é a sigla americana para Blog Everyday in April or August, e já vem sendo feita há anos por blogs, canais do YouTube e tudo o mais. O desafio é fazer uma postagem por dia em agosto. E para mim será um mega desafio, uma vez que ultimamente a última coisa que tenho feito é postar no blog. Inclusve o domínio dele havia vencido e fiquei me enrolando pra ir pagar o boleto e ele ficou fora do ar um bom tempo. Mas aí a Pri me chamou e decidi encarar.

Esse blog vai fazer uma década. Não quero abandoná-lo às traçasm por mais que tenha decidido blogar apenas por prazer e quando tiver vontade. 

Se você tem blog e, assim como eu, está sem muita motivação, pode ir lá no blog da Pri para se inscrever e participar também. Basta clicar na imagem abaixo:

Clique AQUI para ser direcionado ao post de inscrição.

Bom, e agora vamos ver qual é! Estou numa correria doida, mas animada para acrescentar mais esse item à ela, rs...

Beijão!

31/03/2018

Tirando as teias de aranha

Eu na praia de Itapoá/SC.
Este blog não morreu. Não de uma maneira literal ao menos. Pagarei o domínio assim que meu rico dinheirinho cair na conta. Mas se eu disser que ele segue meu foco ninguém acreditaria. Nem eu.

Completei 35 anos no mês passado - assim, em silêncio, com quase ninguém me parabenizando porque há uns 3 anos eu omiti esta informação do meu Facebook. Eu sempre faço aniversário nas férias então a maioria das "parabenizações" aconteciam via redes sociais, e tudo bem. Mas com o tempo e a idade a gente vai ligando cada vez menos, mas também sendo cada vez mais chatos. E eu estou ficando chata sim, admito. Então há uns 2 ou 3 anos eu decidi que não precisava receber parabéns de quem não lembrasse do meu aniversário sem uma notificação da rede social. Vejam bem, eu não considero estas pessoas mal agradecidas, maldosas, menos especiais, nem nada. Eu também quero cada vez lembrar menos do meu aniversário hahahaha... Eu não gosto dele já faz um bom tempo, e nem é pelo passar dos anos. Não que eu goste de ficar mais velha, na verdade me apavora a forma como os anos tem passado e eu não tenho feito nada de realmente importante na minha vida (para mim, lógico). Porém eu ando cada vez gostando menos de abraços afetados, parabéns melados e reuniões onde você acaba convidando um monte de gente que nem te interessa apenas por obrigação. Estou cada vez menos me sentindo obrigada a qualquer coisa. Neste ano saí jantar num restaurante árabe com meu marido e irmão - a cunhada e sobrinhos estavam na praia, pais e irmã longe. E foi perfeito assim mesmo. Um jantar delicioso, em ótima companhia e sem alarde. Gostei e quero isso mais vezes.

Bom, deixando de lado isso, o blog é um espaço que eu ainda gosto, mas que definitivamente deixou de ser uma prioridade. Não tenho mais aquela paixão toda por blogar, visitar pessoas, responder comentários, criar conteúdo, ver os números crescerem, me sentir relevante. Essa fase passou. Não sei se definitivamente, mas passou. Preciso acertar de vez a linkagem interna dele que desconfigurou toda com a mudança de domínio e fazer isso com os vídeos do YouTube - que só não deleto porque realmente acho um material bom. Já tem gente me xingando lá porque os links dão em nada.

Acontece que eu estou trabalhando muito, e no tempo livre realmente não me passa na cabeça vir aqui escrever o que quer que seja. Tenho usado o tempo livre para ler (já li QUATRO livros esse ano, meu recorde dos últimos tempos!). Tenho ido à praia também. Na minha cidade tem uma pseudo praia - uma baía na verdade - porém moro a coisa de 50km de diversas praias, então com 1 horinha de carro, voilà! Já cultivo uma marquinha - de maiô. Tenho passeado também pela cidade - menos do que gostaria, admito. Também jogo alguns joguinhos idiotas para passar o tempo (The Sims, apenas mantendo os avatares minimamente vivos, e ainda jogo mais pelo modo construir e decorar que adoro, mas é algo semanal). Estou acompanhando algumas séries aos trancos e barrancos: Grace & Frankie, Greys Anatomy, Gilmore Girls (com anos de atraso, eu sei), Desperate Housewives (retomei, mas ainda não sei se vou engrenar). Nada muito inteligente, apenas algo para rir e deixar de fundo enquanto trabalho à noite. Eventualmente assisto algum filme.

Passei a dormir mais cedo (em torno das 22h, 22h30min no máximo), e agora deixo os celulares carregando na sala e, em pleno 2018, voltei a utilizar o bom e velho despertadorzinho do Paraguai para acordar. É impressionante o impacto disso na qualidade do meu sono!

Sigo gorda, precisando emagrecer mas não querendo tocar no assunto por enquanto. Entrei naquele limbo em que eu quero fazer, mas não tenho disposição e fico me permitindo muitas fugas, e comido muita besteira. Estou tentando apenas não me sentir uma bosta por isso. Já está de bom tamanho. Procuro comer minimamente bem, porém ainda não me readaptei à rotina corrida e meus almoços muitas vezes tem sido bem meia boca. Ensaio algumas organizações, mas o cansaço às vezes vence violentamente - e a preguiça idem.

Meu kefir ainda vive, meu kombucha acho que também sim, mas preciso cuidar dele melhor. Guardei um troquinho e quero comprar duas bicicletas para meu marido e eu darmos alguns passeios pela cidade. Joinville é muito amigável a ciclistas (bem, a cidade das flores e das bicicletas!), e acredito que os passeios de bicicleta serão bem mais interessantes que ir de carro para lá e para cá. O plano também é guardar uma graninha (trabalhando como uma mula para isso!) para comprar duas motos, tirar a carteira de motorista (moto e carro) e fazer umas viagens assim. Marido quer ir a Ushuaia. Quem sabe role, seria algo de que eu gostaria muito, apesar de me cagar de medo e saber que haverá um movimento violento contra a empreitada no seio familiar. Mas o futuro mostrará.

Bom, minha vida tem entrado num ritmo diferente dos últimos tempos, muitas coisas mudaram. Mudei bastante também. Amadureci. Envelheci. Aceitei algumas coisas, busco forças para mudar outras. Mas ainda há gritos ecoando em meu peito e desconsolos que nunca curarão. Mas eu sigo bem com isso tudo de qualquer forma. Me mantendo ok, com a cabeça o máximo possível no lugar, buscando uma serenidade que sei que não é minha, mas que meio se traduz neste meu texto.

Ah, me inscrevi, enfim, numa pós graduação.

As calopsitas seguem vivas.

Não quero mais fazer mil coisas ao mesmo tempo, e por isso o blog foi ficando pra lá. Ele nunca será abandonado, mas certamente perderá o público fiel que tinha, pois ele passará a traduzir estes meus hiatus, essa minha falta de pressa, esse meu "tô nem aí". Não estou sempre nessa tranquilidade, muito pelo contrário. O passar do tempo me agonia, a falta de propósito da minha vida me desespera às vezes, tenho buscado um rumo que não é fácil de encontrar. Mas agora, neste momento, está tudo uma calmaria. Deve ser o feriadão.

Beijos.

Atualizações do Instagram

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