11/01/2014

Keep Calm and Pray

Imagem: http://weheartit.com/Aoura

Desde criança sou envolvida com religião. Sempre fui de ir à igreja com meus pais, estudar a Bíblia, ler livros religiosos. Em alguns momentos estive mais próxima desse meio, em outros me afastei bastante. No entanto a religiosidade é uma constante na minha vida. E ela me faz muito bem!

Hoje em dia, as pessoas estão meio intolerantes com isso. Dizer que se frequenta uma igreja é ser não apenas careta, mas ignorante de tudo. Como se crer em Deus fosse algo de gente descerebrada. Sério! Muitas pessoas pensam exatamente isso. Logicamente, há cristãos e "cristãos". Há pessoas de boa índole, dedicadas, equilibradas, mas também há gente fanática, golpista e tudo o mais. O que é preciso que as pessoas percebam é que esse tipo de pessoa existe em absolutamente todos os meios! Onde quer que formos, o que quer que façamos, sempre vamos esbarrar em pessoas ruins. Isso não é exclusividade da religião. E nem é nesse meio que há a maioria desse tipo de pessoas. Mas enfim, não era sobre isso que vim falar. Mas acho importante dizer que sou muito religiosa, mas isso não faz de mim uma pessoa ignorante, aculturada, irracional, e nem significa que fico pregando a Bíblia e religiões o tempo todo. A religião também não é isenta de embasamento, não é só feita de achismos. Nossas ações falam muito mais que milhares de palavras, e é nisso que foco. Em ser uma pessoa melhor, não só para mim mas, principalmente, para os outros também.

Bom, mas você sabia que praticar a religiosidade, a oração, ter fé pode mesmo curar? E, queridos, a ciência vem explicando isso. A revista Saúde (Ed. Abril) de Dezembro tem a seguinte capa:


A reportagem é muito boa. Se você tiver a oportunidade, leia.  Há tantas evidências de que pessoas espiritualizadas têm mais saúde, vivem mais, têm menos distúrbios psicológicos, menos infecções e estão menos sujeitas a ataques cardíacos, que a Sociedade Brasileira de Cardiologia criou um grupo de estudos chamado "Grupo de Estudos em Espiritualidade e Medicina Cardiovascular" - o GEMCA. O cardiologista Mário Borba, diretor científico do projeto disse o seguinte: 

"Já não temos dúvidas de que a fé contribui para a saúde. Queremos entender melhor agora até onde vão seus efeitos e de que forma ela os propicia."

Vejam bem, nem sempre ser espiritualizado significa seguir uma religião X. Acreditar em algo maior, numa força superior, já te torna espiritualizado. Diversas universidades e hospitais, entre elas a Santa Casa de Misericórdia, em Porto Alegre, e a Universidade Duke, americana. Outra citação interessante, do cardiologista Fernando Lucchese, da Santa Casa de Misericórdia:

"Há uma relação direta entre espiritualidade e melhores índices de atividade física, alimentação equilibrada, tabagismo e consumo de bebidas alcoólicas."

E outro cardiologista, Ney Carter do Carmo Borges, da Universidade Estadual de Campinas, reforça:

"Os indivíduos que buscam o transcendente também estão mais protegidos diante do estresse e da depressão, importantes fatores de risco cardíaco."

Bom, recomendo a leitura completa da reportagem, interessantíssima. Acreditar em algo maior, nos faz acariciar sentimentos de respeito ao próximo e a nós mesmos. Lembro que uma das coisas que pensei quando estava no auge da obesidade, foi: "Poxa, Deus criou um corpo tão maravilhosamente complexo, um organismo tão inteligente, e eu estou destruindo ele dessa maneira! É uma falta de respeito para comigo mesma e para com Deus, inclusive!" Ah, pode parecer uma visão simplista, e preferi colocá-la assim. Mas que sentido faz descuidar tanto do nosso próprio corpo? Sabemos as consequências da alimentação incorreta, dos excessos em geral e como nosso organismo responde a isso. Então porque desrespeitarmos a nossa saúde, a nós mesmos, comendo tanta coisa que só faz mal? 

A grande maioria das doenças são decorrentes do estresse e da alimentação inadequada. Os cânceres, principalmente. É nosso estilo de vida que define o que será de nós no futuro. A religiosidade me ajudou a adquirir esse senso de responsabilidade para comigo mesma e com o próximo. Isso é muito importante, pois mesmo que eu tenha ignorado isso por muito tempo, em algum momento percebi que estava simplesmente ignorando tudo o que aprendi na minha vida toda. 

Não estou aqui querendo dizer que quem não tem religião é isso ou aquilo. Religiosidade é uma escolha pessoal, e isso precisa e deve ser respeitado. Cada um tem o livre direito à escolha e todos os demais têm a obrigação do respeito a estas escolhas. Também não significa que não ter uma religião te torna uma pessoa pior, ou que você vai ser irresponsável, desrespeitoso, etc. Mas a religiosidade me faz bem.

Sou daquelas que, quando angustiada, oro e tudo vai se acalmando. Ouço uma música que fala de Deus e me sinto bem. Sou bem chata com relação a músicas religiosas. Não curto barulheira, gritaria, mesmo nas orações, pois vejo Deus como um ser amoroso, calmo, respeitoso e ordeiro, não consigo me concentrar em Deus no meio da barulheira. Isso me atordoa e não me remete a esse Deus tão tranquilo que sinto. Mas, mais uma vez, é uma opinião muito pessoal. 

Tenho procurado incluir Deus cada dia mais no  meu cotidiano, através de orações, leituras e ações. Então, uma das coisas que estou fazendo neste ano, é uma lista de oração. Acredito que orar pelo outro tem muito mais poder do que orar por nós mesmos. E eu gosto dessa sensação de estar intercedendo por outra pessoa que está precisando seja lá do que for (a reportagem da Saúde fala inclusive sobre isso, sobre pessoas que melhoraram de saúde após outros orarem por elas, mesmo que estas não soubessem das orações).

Portanto venho abrir esse espaço para você que tem alguma necessidade, algo que precisa mudar, ou adquirir, enfim, pra você que gostaria de ter alguém orando por ti. Não é preciso dizer o seu pedido, o que você quer. Deus sabe o que você quer, se isso te deixa desconfortável, eu não preciso saber. Mas se você quiser contar sua história, citar seu pedido, tudo bem. Na barra lateral direita do blog, bem embaixo, tem um formulário de contato. Deixe nele seu nome, para que eu possa orar por você. 

Vou colocar a lista de pessoas por quem estarei orando numa guia ali no menu superior do blog. Vou colocar apenas o primeiro nome e uma inicial de um dos sobrenomes, apenas para que eu identifique cada um, mas ao mesmo tempo não exponha ninguém. 

E já agradeço, antecipadamente, a quem participar desse meu projetinho. Ele fará muito mais bem a mim, podem ter certeza!

Bom, é isso, beijão e bom restinho de final de semana!

7 comentários:

  1. Vamos lá, cara-gêmea, já que estamos abrindo o coração:

    Sou católica de batismo, fiz a confirmação, e embora já não frequente a igreja há uns anos por "revolta" contra o monte de absurdos que a Instituição Católica Romana tem aprontado, ainda pratico a minha crença e não a abandono por argumento nenhum. Sou espiritualizada, e isso sempre me fez bem. Fico genuinamente triste quando tenho que aguentar de amigos (até chegados) argumentos do tipo que a pessoa religiosa é burra. Eu não me considero burra. Minha mãe é uma das pessoas mais inteligentes que eu conheço e é bastante religiosa. A gente tem a mente aberta a um monte de coisas (e eu, especialmente, a tudo), temos uma base científica até melhor do que muitos dos que se dizem entendidos na explicação de "tudo". Respeito todos os que conheço, independente da religião que sigam ou se não seguem nenhuma. Não saio "evangelizando" todo mundo, como tanto reclamam que nós fazemos, e portanto também não gosto que saiam querendo arrancar a minha fé de mim. É ofensivo, e não vai levar a nada. Fé só faz mal quando é fanatismo, e por ser assim quando machuca os outros e a eles mesmos. Eu rezo pelos meus amigos, eles gostando disso ou não. Todos os dias, pelo nome. E se as pessoas acham que isso é errado ou ofensivo ou idiota, aí rezo para que elas abram um pouco mais a mente. Pelo menos em nome da boa educação.

    Um beijo, Denny. Te admiro sempre mais.

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    1. É isso Manu amada cara-gêmea: o que a gente quer é respeito. Às vezes fico triste com esse tipo de comentário que nos põe no patamar de imbecis, às vezes me irrito mesmo. Mas aprendi a orar por essas pessoas, pois elas é que precisam de mais tolerância e sabedoria!

      E igrejas Manu, católica, adventista, batista, seja lá qual for, sempre vai ter gente que faz coisas erradas. As igrejas são formadas e dirigidas por seres humanos, e muitos deles, infelizmente, não deveriam estar lá. Mas estão. E até nisso deve ter algum propósito. Por isso são falhas. Bom que você continua seguindo sua fé apesar de não concordar com a igreja. É ela que importa, a fé.

      Beijo Manu, adooooro tu! <3

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  2. Olha sou católica e acredito também que a fé cure, eu creio realmente no poder da oração, que Deus nos proteja e que nunca é demais confiar no poder daquele que nos criou. Também respeito quem tem opinião contrária, mas nunca é demais rezar ou orar pelos nossos irmãos, até por aqueles que não praticam nenhuma religião ou que se dizem ateus.
    Sinto que Deus me deu um livramento na hora do acidente, onde só fraturei um osso, mas poderia ter sido pior.
    A ele toda honra e toda glória!

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  3. Puxa, que legal!

    No início da semana vi essa capa numa das bancas de jornal enquanto tomava o ônibus e digo, não li mas já acredito na matéria. O ser humano precisa ter algo em que acreditar e espiritualidade na minha vida e da família nunca fizeram mal, muito pelo contrário.

    Concordo que há muita gente louca e extremista, mas a postura que a gente precisa tomar em relação a isso é orar por elas, afinal, quem está doente é que precisa de remédio.

    Se sobrar uma vaga na lista de orações, gostaria que me incluísse. Meu pedido é que 2014 seja um ano melhor que o que passou, com mais oportunidades, saúde e paz interior.

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    1. Concordo com tudo o que você disse Bruna!
      E claro que tem espaço pra você na minha lista!
      Considere-se nela já!
      Beijo!

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  4. Andei muito sem fé durante uns tempos e a conclusão foi que perdi a fé em mim mesma. Aos poucos, fui resgatando, passei a acreditar mais em tudo e estou mais feliz.

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    1. Acho que a fé é o fundamento de muitas coisas dentro de nós mesmos.
      Ela nos ajuda até no amor próprio.
      Que bom que você resgatou a sua!

      Beijo querida!

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