07/11/2013

Quinta Cultural - Marcel Duchamp

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Hoje inauguro um projeto bacana aqui no blog (percebam meu nível de comprometimento com este espaço aumentando): as Quintas Culturais. Para quem não sabe, meu excelentíssimo esposo é artista visual, não só por paixão ou gostar disso, ele é bacharel em Pintura pela Escola de Belas Artes da UFRJ e, modéstia nada à parte, sou apaixonada pelo trabalho dele. Como ele além de ser graduado na área, e amar muito o que faz, ainda estuda e lê sobre o assunto pra caramba, lancei a proposta de, uma vez por semana, ele colaborar com algo bacana relacionado à arte e cultura aqui no blog. Bom, já falei demais, mas apenas para apresentá-lo, pois a partir de agora, este espaço é dele! Espero que curtam! 


Não sei se você é do tipo que costuma ir a museus, galerias de arte ou a exposições, se acha isso chatice ou coisa de velho. Mas se você não é desse tipo e já foi a algum desses eventos, como a nossa Bienal do Mercosul, deve ter se perguntado em algum momento, ao contemplar as obras expostas: 

Mas que p**** é essa?

Olha, para saber que p**** é essa, o buraco é mais embaixo. No momento vou tentar responder em poucas palavras não o que é isso, mas de onde surgiu e quem é a mãe dessa ... desse ... daquilo exposto ali. Talvez uma parte da resposta venha ao saber que a arte contemporânea não possui apenas uma mãe, mas vários pais (quem sabe foi esse bacanal todo que fez o filho sair meio loco), e um dos principais foi Marcel Duchamp (1887- 1968).

Duchamp é mais lembrado por ser o cara que expôs um urinol em um salão de artes (na verdade o urinol ficou escondido dos olhos do público), ou expôs um porta garrafas, colocou uma roda de bicicleta sobre um banquinho, e muitas outras maluquices. 



Você dever achar no mínimo muito doido, mas saiba que tem muita inteligência e crítica por trás disso. Ao fazer seus ready-mades (nome dado a esses objetos tratados como obras de arte), Duchamp criticava um sistema poderoso e convencionado. O mercado da arte ditava o que era ou não arte. As críticas de Duchamp extrapolam as convenções do que se considerava e ainda se considera arte. Abaixo, mais algumas imagens de trabalhos do artista:

Afinal, o artista que faz a arte ou a arte que faz o artista? 


Marco Baptista
- artista visual - 
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