18/07/2016

Dieta da moda - bom ou ruim?

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Imagem: Freepik
Antes de concluir algo, peço que leiam o texto até o final. É mais uma reflexão sobre o assunto, que uma conclusão sobre qualquer coisa. De tempos em tempos, coisas caem no gosto popular e se tornam "moda". Uso o termo moda, mesmo sabendo que ele nem é o ideal para o caso, mas é o mais usado no final das contas. O que acontece é que hoje em dia a informação corre e se perpetua muito rapidamente. Informações boas, informações ruins. E o boca a boca então funciona muito mais, pois não depende mais do encontro casual entre as pessoas. Portanto toda informação se propaga muito mais rapidamente. 

Neste ponto, dietas acabam sendo bem mais "compartilhadas" que antigamente. As pessoas conhecem uma dieta "x" (seja pela internet, revista, nutricionista) e se têm bons resultados, a divulgação acontece rapidinho. Então mais pessoas querem fazer, mais pessoas vão atrás da informação, os meios de comunicação percebem essa tendência e então o foco passa para isso. Quando acontece com uma pessoa famosa então, a coisa ferve!

Mas até que ponto essas "modas" são ruins? Eu acho ótimas! Seja de dieta, seja do assunto que for. "Modas" nos despertam a curiosidade. E mesmo que haja uma parcela de gente que faz de qualquer jeito, entende tudo errado, muitas pessoas aproveitam estes momentos para aprender. E isso não pode ser ruim!

O que precisamos ter é senso crítico. Saber que não existem verdades absolutas, e que as opiniões das pessoas não são fatos comprovados. Quando vemos algum assunto que nos desperta interesse, é preciso aprender de várias fontes, ler várias opiniões diferentes, buscar informação de qualidade e então aplicar da melhor forma em nossa vida. Conhecimento é poder!

Enquanto algumas pessoas aproveitam estes momentos para crescer, outras pessoas demonstram verdadeira aversão a isto. Me parece que algumas pessoas desgostam de algo "X" simplesmente por estar em alta. Se é "moda", automaticamente não presta. Não é bem assim. Precisamos aproveitar toda oportunidade de aprendizagem para fazer exatamente isso: aprender. É muito importante que pessoas ajudem neste momento, principalmente as que tem um conhecimento maior do assunto, com críticas construtivas, reflexões, evidências, dicas, seja o que for. Mas é preciso principalmente coerência. 

Vou usar como exemplo, a low carb. Ela pode ser considerada "moda" num primeiro momento por estar sendo bastante falada agora. Mas esse tipo de alimentação vem de nossos ancestrais, principalmente quando utilizamos uma low carb voltada para uma alimentação mais natural, sem tantos industrializados. Como é uma linha alimentar com um embasamento científico enorme, muitos profissionais da área de nutrição começaram a pesquisar, entender e trabalhar nessa linha. No princípio, como eles mesmos falam, a resistência foi intensa - principalmente por parte dos próprios colegas e conselho. Mas conforme vai se tirando a venda, e conforme os estudos e pesquisas científicas vão vindo à tona, esta linha vai sendo mais bem aceita. No entanto, ainda há muitos profissionais que simplesmente repudiam e, como se isso não bastasse, fazem uma oposição que chega a ser meio insana em alguns casos. Como já falei em posts anteriores, sempre tem a turminha "do contra". Eu vejo isso mais claramente agora, pq como meu perfil no Instagram tem crescido bastante, muitos nutricionistas têm me seguido (a maioria obviamente buscando que eu os siga de volta, claro), e eu acabo vendo isso bem claramente. Muitos aproveitam o momento para se repensar, se reformular, aprender mais, e outros querem apenas ir contra. Com a desculpa de estarem "abrindo os olhos" das pessoas, apenas confundem mais quem têm dificuldade de discernimento. 

E como se sair bem no meio dessa "guerrilha"? Pesquisando. Não aceitando apenas aquilo que queremos ouvir, mas pesquisando de verdade, em boas fontes. Todos precisamos nos alimentar da mesma maneira? É lógico que não. Somos donos de nossas escolhas, e nossa alimentação precisa refletir nossos objetivos, mesmo que o objetivo seja apenas se sentir bem. Não temos que travar batalhas para provar que A ou B é melhor, cada um precisa apenas escolher o que é melhor para si. Isso é escolha pessoal, intransferível. As escolhas são pessoais, as consequências são pessoais, ninguém tem nada a ver com isso. Por isso mesmo precisamos ter cuidado com a informação que recebemos. Filtrá-la, passá-la pela régua do bom senso, pesá-la, e decidir o que quisermos. É nossa escolha. Não do nutricionista famoso, ou da celebridade magérrima. Precisamos aprender a pensar por nós mesmos. É um aprendizado fantástico!

15/07/2016

Projeto Bicho e Planta - de novo!!

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Como comentei no post anterior, na segunda-feira irei aderir a mais um projeto #bichoeplanta. Eu já falei anteriormente a respeito dele e fiz uma versão "Dukan" para mim que, na época, ainda seguia a dieta Dukan. O resultado foi tão bom, principalmente no que se refere a bem estar, que fui me apaixonando por esta ideia de alimentação com uso mínimo de industrializados, a um ponto que culminou na minha "migração" para uma linha alimentar low carb / paleo, com foco  COMIDA DE VERDADE.

Mas enfim, do que se trata o "bicho e planta"? A nutricionista Lara Nesteruk, que trabalha nesta linha low carb, uma vez comentou em seu snapchat que quando dava uma enforcada e queria perder peso, dava uma limpada na dieta, eliminando ao máximo os industrializados e focando em vegetais e proteínas, e usou o termo "bicho e planta". A galera gostou tanto da ideia que um tempo depois ela lançou o "Projeto Bicho e Planta" no instagram. Ela fez mais algumas "edições" e agora está lançando o que diz ser a última edição do bicho e planta. Depois explicarei os motivos.

Nestes dias - desta vez serão 10 - a alimentação deve seguir uma linha mais natural possível. Em resumo: o consumo de qualquer tipo de carne e ovos (os bichos) e também legumes, verduras, frutas e oleaginosas (as plantas). Os "extra" seriam o uso de gorduras boas para o preparo dos alimentos (azeite de oliva, óleo de coco, manteiga - não me vem com óleo de soja, canola e afins!), chás (não industrializados), e café sem adoçar. Kefir também pode ser consumido por seus inúmeros benefícios. Simples assim. Sem mistérios. Na época em que conheci o bicho e planta ela lançou essa listinha, para ajudar a nortear a alimentação:



Aí vem a questão, o motivo de ela ter nomeado esta como a última edição do bicho e planta que ela vai lançar: a galera que PIRA no que é simples. Chovem perguntas do tipo: "pode vinho?", "pode pamonha?" e assim por diante. E isso seria o de menos, porque ultimamente as pessoas querem pensar cada vez menos, e ter respostas prontas cada vez mais. Mas tem gente que chega com o papo L O U C O de que com essa alimentação as pessoas ficarão desnutridas, doentes, e uma infinidade de sandices que eu realmente entendo o desânimo dela em passar por essa encheção de saco. Porque muitas não são perguntas inocentes. Há acusações pesadas no meio. Eu não sei se a indústria alimentícia fez uma "lavagem cerebral" tão bem feita que as pessoas são capazes de perceber que TODOS os nutrientes são encontrados exatamente neste grupo de alimentos (bichos e plantas), ou se a ignorância tem aumentado a níveis estratosféricos mesmo. Se vocês forem ao perfil dela no Instagram, poderão ver por si mesmos as sandices.

Esse tipo de alimentação é extremamente benéfica à saúde. Retirar industrializados traz uma disposição e bem estar que realmente fazem a diferença. Tanto que eu, adepta da Dukan, encarei o julgamento (que não foi pouco) e mudei de linha alimentar depois que meu marido topou pegar junto, não mais como dieta, mas como ESTILO DE VIDA. Emagreci sim, mas o bem estar me conquistou. No dia a dia de uma alimentação LCHF, rola um queijinho, creme de leite, etc. No bicho e planta não.
Se você tiver que ficar pensando "ah, será que isso pode?", "isso pode?", se ficar buscando brechas para consumir as coisas que você quer, não faz sentido. Ninguém PRECISA fazer isso. Se for um sacrifício, não vale a pena fazer. O intuito é ser algo bom, que promove o bem estar e pronto. Passou disso, é bobagem.

Caso tenha dúvidas se algo pode ou não ser consumido, pergunte-se: "é um bicho?", "é uma planta?". As exceções estão na lista. De resto, tudo entra na denominação bicho e planta. Não tem mistério.

E aí, alguém topa? No Instagram já está bombando! 

Beijos!! 😚😚😚😚


14/07/2016

O que houve esses dias

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Imagem por  Freepik
E o blog mais uma vez foi deixado às traças, rs. Gente, realmente não deu para vir aqui, principalmente postar algo caprichado. Olhem só a novela! No sábado marido sugeriu que comêssemos um cachorro quente. Fazia MUITO tempo, acho que quase um ano que eu não comia salsicha. Dieta indo direitinho, então pensei: por que não? Compramos tudo, mas seria simples: molho que eu mesma fariam salsicha, sem batata palha, sem maionese, nada. Simples. Ok. Fiz tudo direitinho, comemos... e em menos de 30 minutos eu estava queimando de febre! Tomei banho, fui para debaixo das cobertas e por cerca de 2 horas (que pareceram dias) nada foi capaz de me aquecer, ou de diminuir as dores insuportáveis nas juntas. Não sei quanto tive de febre (mas a dor no corpo, calafrios e frio denunciaram) neste momento, mas sei que depois de tudo muito melhor eu tinha mais de 38ºC. Logo começou a diarreia também, unida de MUITA dor no corpo, enjôo, fraqueza. No domingo não tive febre alta, apenas aquele estado febril chatinho, mas a diarreia prosseguiu, a falta de apetite, e a dor no corpo. Comi muito pouco no domingo e o que comi parou pouco tempo no organismo, rs...

No domingo, ao acordar para ir trabalhar, não suportei o mal estar e a fraqueza e pedi para meu marido me levar ao Pronto Socorro da Unimed. Enquanto aguardava atendimento (que foi até bem rápido, cerca de 20 minutos) fui no banheiro umas 3 vezes. Complicado! Sem febre, mas a pressão baixa, baixa. Consultei com o plantonista, que me encaminhou para uma salinha para fazer um "sorinho" com algum medicamento (tão grogue que eu estava que nem sei o que puseram no soro, não lembro de Buscopam, Omeprazol, sei lá). Aí, com a pressão baixa, na hora de puncionar minha veia, foi uma dificuldade! As veias sumiam, e ela cutucava, não achava e que dor! Aí não sei se pela dor, pressão baixa, medicação ou o quê, comecei a passar super mal, sorte (?) não ter nada no estômago para vomitar, mas organismo bem tentou. Melhorou, fiquei ali uns minutos e comecei a passar mal de novo, então acabaram me transferindo para a enfermaria mesmo, para ficar ali deitada numa cama, pois a pressão estava baixando demais. Fiquei ali até acabar a medicação, em torno do meio dia e fui para casa. Ainda tive a esperança de mandar, de manhã cedo, recado para a diretora da escola de que quem sabe fosse de tarde trabalhar. Jura. Com a medicação dei uma melhorada, mas a fraqueza não permitiu nem sair da cama direito. Mas me alimentando melhor, fui ficando melhor também.

Só que a alimentação era aquela coisa: não poderia comer nada com muitas fibras para não estimular o intestino, nem laticínios, frutas somente cozidas... Acabou que o que deu uma ajudada foi o pão branco, mais refinado impossível, o restante piorava o caso. E foi isso que comi de segunda a ontem, quarta-feira. A diarreia ainda persistiu até ontem de manhã. Ontem à noite consegui comer um caldo de brócolis (só com brócolis batido e sal). Estou melhorando, mas olha, alimentação assim não me serve mais. Fome toda hora, indisposição, uma soneira danada... nessas horas percebo o quanto a low carb melhorou minha qualidade de vida. Hoje me sinto mais forte, até ontem ainda me sentia fraca pra caramba, e indo trabalhar meio arrastada, por obrigação mesmo. Então claro que não deu pra produzir nada para o blog. Impossível. Hoje comi muito pouco, apenas iogurte (que agora meu intestino aceita), e estou testando os alimentos que meu organismo aceita, mas acho que as coisas já estão entrando nos eixos. Sei que a coisa foi tão feia que mesmo tendo vivido à base de pão e biscoito salgado por estes dias, ainda emagreci, rs...

Na próxima semana inicia mais um desafio Bicho e Planta da nutricionista Lara Nesteruk, e para mim será ótimo passar alguns bons dias sem industrializados, para pôr o organismo em ordem! Logo farei um post explicando!

Beijão!

08/07/2016

A fome na alma, nenhuma comida acalma

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Leia o título do post. Leia o texto que está na imagem que ilustra este post. Com atenção. Leu? Hoje me deparei com estas duas frases na minha timeline do Instagram, através do perfil do nutricionista acima citado (@thomazbarcellosnutri). Este texto falou diretamente comigo, e sei que fala com muitas pessoas também. E esse tipo de reflexão é sempre bem vinda.

Hoje em dia eu já consigo diferenciar, por exemplo, a fome da vontade de comer. Já consigo fazer alguns jejuns, como apenas uma ou duas vezes por dia, e apenas quando a fome aparece. Ainda tenho dificuldades em perceber a saciedade, mas é um processo, leva tempo. No entanto, fazer isso não é tarefa fácil. É sim, cada dia mais fácil. Mas ainda exige muito autocontrole.

Autocontrole que me faltou e me levou aos 119kg. Que me faltou várias vezes depois disso. E que se repete em muitas pessoas. O fato de hoje eu ter um maior controle sobre isso, não significa que este controle seja fácil. Sou muito suscetível à melancolia, descambo para o lado da depressão com bastante facilidade. Preciso me monitorar constantemente para perceber os sinais e tentar parar o processo antes que se fuja do meu controle.

Ainda hoje, quando passo por um stress (nem precisa ser dos maiores), sinto uma vontade doida de comer. E não é salada que me vêm à cabeça, rs. Me vejo com aquele pensamento que tanto já me prejudicou, de que, por ter passado por algo ruim, eu "mereço" algo bom, e neste caso o algo de bom é um chocolate, um salgadinho. É aquele pensamento que temos de nos "mimar" com comida. De nos consolar no prato. 

Não bastasse isso, há muitos anos somos levados a acreditar que PRECISAMOS comer a cada 3 horas para manter o metabolismo acelerado. Caso você não saiba, isso é apenas um MITO. Já comentei em outros posts sobre isso. O organismo não precisa de alimentação constante. Um organismo normal vai sentir fome de verdade, vai pedir comida, no máximo 3 vezes por dia, e se for bastante exigido dele. O normal é umas 2 vezes mesmo. Este mito começou com não se sabe quem e foi sendo propagado por parecer fazer sentido. Mas não faz. No entanto, ele nos parece a "licença poética" para comer mais e mais. "Nossa, não estou com fome, mas preciso comer agora."

Quando somos atacados pela "vontade de um docinho", precisamos nos perguntar: o que estamos alimentando? Organicamente e bioquimicamente, o corpo não "precisa" de um docinho. Quando o corpo precisa de alimento, ele não distingue nutrientes, ele apenas quer combustível, venha de onde vier. Quem faz esta distinção somos nós. Se você come a todo momento, se sente "fome" a toda hora, você não está alimentando seu corpo, mas buscando preencher outros vazios. Que, diga-se de passagem, não serão preenchidos desta forma.

E o que eu escrevo aqui não serve apenas para quem está lendo. É uma reflexão que estou fazendo comigo mesma neste momento. A cada dia tem sido mais fácil, mas a tentação de me recompensar  com comida por algo bacana que fiz, ou por um problema que passei, ainda é latente.

Isso significa que não devo comer por prazer nunca mais? NÃO. Toda refeição deve ser um momento de prazer. Mas prazer não deve ser o único objetivo da refeição. Sim, dá para comer um docinho de vez em quando (de preferência algo não tão lotado de açúcar, pegue leve). Não adianta pirar por tudo, nem é saudável fazer isso. Mas o diálogo constante sobre o motivo de estarmos comendo é preciso. É aprendizado. E pode ser a solução para muita coisa.

Eu penso comigo que se eu não aprender a gerir meu stress, sofrimentos, tristezas, com outra coisa que não comida, todo meu empenho por uma alimentação e corpo saudáveis sempre acabará indo por água abaixo. Pois meu problema está muito mais na cabeça que no corpo. Precisamos usar nossa inteligência a nosso favor também. Não sofrer demais por algo, mas não banalizar também. Entender. Compreender, Refletir. Aceitar.

Um bom final de semana a todos!

Beijão!

07/07/2016

Como baratear a Dieta Dukan

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Imagem: Freepik

Das coisas que mais escuto há um bom tempo, creio que a frase "como a dieta Dukan é cara!" se encontra dentre as "mais-mais". Realmente, a Dukan tem a capacidade de ser cara. Mas se você assim optar. Já explico!

A base principal da dieta são o farelo de aveia, carnes, ovos, legumes e verduras. Até aí tudo certo. Tem laticínios também, mas estes devem ser bem controlados. Fora os laticínios, só tem ali comida de verdade, sem purpurina. Mas com o andamento da dieta, as pessoas vão agregando diversos ingredientes, só por constarem na lista de permitidos da dieta. E é aí que começam não só os problemas com o peso que não baixa, como com o bolso que esvazia.

É claro que comer por muito tempo apenas ovos, carnes, legumes e verduras pode se tornar enfadonho. Mas isso não significa que por isso você precisa ficar fazendo outros pratos a todo momento. O ideal é seguir o hábito de uma alimentação mais simples e eventualmente consumir um ou outro prato diferente, doces por exemplo. Isso seria o ideal, para o emagrecimento, para a saúde, e para o bolso.

A chave para o emagrecimento, na dieta que for, é a simplicidade. Vejam que quando ganhamos peso geralmente não comemos com tanta simplicidade. Biscoito não é simples. Chocolate não é simples. Simples é o que vem da natureza. O problema é que ao entrar numa dieta, seja ela qual for, as pessoas querem levar para a dieta essa suntuosidade alimentar da época em que comiam "à vontade" (e a balança subia à vontade também), e alguns inclusive acrescentam ainda mais elementos alimentares ainda. É bem comum ver alguém que nunca comeu gelatina comendo quatro, cinco caixinhas na semana. Só porque é permitida (ainda que não à vontade).

Também já vi diversas pessoas queixando-se do valor da dieta, mas comprando iogurte grego zero direto, queijos que sequer poderiam ser consumidos pelo teor de gordura, requeijão light não permitido também... não tem como a conta não sair cara. De tanto ver isso, decidi reunir algumas dicas que podem te ajudar no processo, seja emagrecendo mais eficazmente, seja economizando no supermercado.

Reeduque-se

Se você seguir essa dica, já terá meio caminho andado. Se você deseja emagrecer e seguir no peso ideal, precisa reeducar seus hábitos. PRECISA. Dieta alguma faz milagre. Mesmo as pessoas que recorrem a cirurgias como a bariátrica voltam a ganhar peso se não aproveitarem o momento para se reeducar. A melhor maneira de fazer isso é alimentar-se de maneira simples. Sem muitos lanchinhos. Deixando alimentos mais "diferenciados" para momentos pontuais, não na rotina do dia a dia. Procure outras fontes de prazer além da comida. Reeduque seus hábitos alimentares e de consumo.


Utilize apenas alimentos permitidos

Essa é uma dica que parece óbvia, mas não é. Basta dar um giro no Instagram, por exemplo, para ver os feeds dos adeptos de dietas utilizando alimentos que não fazem parte do rol de alimentos permitidos nestas. Não é raro ver geral atochando queijo mussarela / prato light (sendo que apenas UMA marca no Brasil produz um com tão pouca gordura a ponto de ser considerado tolerado - e vende em pouquíssimas capitais),  ou requeijão light (até hoje nenhuma marca dos light brasileiros tem menos de 7% de gordura) em TODAS as refeições. São produtos que encarecem e dieta, e nem são permitidos. Isso sem contar iogurtes e muitos outros.


Dentro dos alimentos permitidos, opte pelos mais simples

Os mais simples, quando falamos da Dukan, são os básicos: legumes, verduras, carnes e ovos. Simplérrimo. Varie as preparações, não coma sempre os mesmos, nem preparados sempre da mesma forma. Assados, cozidos, refogados, em caldos, etc. Use a imaginação!


Controle o consumo de laticínios e prepare os seus

No Brasil, os laticínios estão cada vez mais caros. Junto disso, são alimentos que não trazem grande aporte nutricional (o processo de pasteurização acaba com a grande maioria dos nutrientes), e trazem uma boa carga de carboidratos, através da lactose. A Dukan indica que se controle o consumo destes no decorrer da dieta, a fim de que o emagrecimento não seja prejudicado. Mas a maioria simplesmente não faz este controle. Laticínios não são alimentos tão "simples" como os do item anterior. Mas ajudam a dar maior variedade à dieta sim. No entanto, não precisam ser utilizados em larga escala. E podem, muitos, ser produzidos em casa, o que demanda mais economia ainda. Aqui no blog já ensinei a fazer ricota e queijo cottage, e requeijão, todos zero gordura. Dentro desta dica, incluo outra: não carregue muito no leite em pó. Use somente de vez em quando. Ele pode ser sua perdição, vai por mim.


Escolha os alimentos de acordo com as promoções do supermercado - mas cuidado com o desperdício!

Aqui em casa funciona assim: se está em promoção, é o que vai pra mesa! Fique sempre de olho nas promoções. A cenoura está barata? Leve! É o repolho o barato da vez? Invista nele. Escolha o corte de carne mais em conta - mesmo os magros têm ótimas promoções. Invista no frango. Coma ovos! Você não precisa de quinze tipos de vegetais no prato - mas precisa sair daquele grupo manjado chamado alface-tomate-cebola-pepino. No entanto, não compre coisas apenas por estarem em promoção. Algumas podem estragar muito rápido, e se você comprar muito, pode desperdiçar. Outras, acabam não sendo utilizadas. E outras, mesmo em promoção, acabam sendo mais caras que o ideal.


Aprenda a diferenciar a fome da vontade de comer

Fiz um post bem bacana com dicas para diferenciar uma coisa da outra. Se você está com vontade de "comer um docinho", então você não está com fome. Você está com vontade de comer. Aos poucos vá aprendendo a identificar quando você tem fome mesmo. E respeite estes sinais do teu corpo. Respeitar nosso corpo é a melhor maneira de permiti-lo ser saudável. Comer quando ele não precisa de comida nada mais é que uma agressão. Sim, o comer de 3 em 3 horas é um mito - no qual acreditamos por tanto tempo! - sem comprovação científica alguma, nem embasamento. É como um boato criado por sei lá quem, que caiu nas graças de nutricionistas, revistas de saúde e boa forma, e empresas comercializadoras de lanchinhos. Seu corpo não precisa comer a cada 3 horas e seu metabolismo não ficará mais lento por isso. É um processo que pode ser lento, mas que se você deseja ter saúde e manter o peso no futuro, precisa aprender a dominar.

Bom, estas são as principais dicas. Você tem alguma? Compartilhe conosco!

Beijão!

06/07/2016

Como fazer farinha de coco em casa

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Na semana passada eu ensinei como fazer leite de coco neste post. E disse que nesta semana ensinaria a fazer a farinha de coco. O coco é um fruto muito versátil. Após retirar a casca, aquela mais dura, do restante retira-se a água de coco, faz-se o leite de coco, a farinha de coco, o óleo de coco e a manteiga de coco. Exceto pelo óleo de coco, que não sei se há uma maneira simples de se fazer, o restante pode-se fazer em casa. Eu já fiz leite de coco e farinha de coco em casa. A manteiga de coco vi como se faz, mas ainda não tive paciência (e tímpanos) para persistir na receita (leva vários minutos no processador, ensurdecedor, para ficar pronta, rs). Regra geral, é realmente tudo muito simples.

Bom, para o leite de coco você bateu a polpa no liquidificador com água quente. Ok. Depois de coar, sobrou toda a fibra do coco. NÃO OUSE PÔ-LA FORA. É ela que vai se tornar a nossa querida farinha de coco. Como? Explicarei agora:

RECEITA FARINHA DE COCO

Você vai precisar de:

- Polpa já coada de 1 coco
- Só isso!


Como fazer:

Espalhe a fibra do coco em uma assadeira, da maneira mais uniforme possível. Leve ao forno, a cerca de 230ºC em vá mexendo a cada 3, 5 minutos. Fique sempre de olho na fibra, pois ela parece demorar a corar, mas quando acontece é bem rápido. Vá mexendo de tempos em tempos até que ela fique no tom da farinha da foto aqui do post, ou um pouco mais marronzinha - mas não demais, ou você terá uma farinha com forte gosto de queimado.

Quando estiver corada a seu gosto, retire do forno e deixe esfriar. Após fria, passe-a no processador ou mesmo liquidificador (acho o liquidificador mais prático) apenas para deixá-la mais fina. Pronto!

Conserve em pote (de vidro, preferencialmente) bem fechado. Não tenho certeza com relação ao tempo de duração, nunca conservei por tempo suficiente para estragar, rs... Mas o ideal é fazer porções menores e ir utilizando conforme for fazendo.

A farinha de coco tem diversas vantagens. Possui muitas fibras, gordura de excelente qualidade, e uma baixa quantidade de carboidrato. Obviamente, se seu intuito com uma alimentação natural for o emagrecimento, não convém utilizar todos os dias. Mas é um excelente coringa para quando der vontade de um pão ou bolo.


Já fiz algumas receitas e até uma farofinha com essa farinha, é uma delícia!

Beijão!

05/07/2016

Fazer exercícios não vai te ajudar a emagrecer mais rápido

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Imagem: Freepik

Nos últimos dias pipocaram aqui e ali diversas matérias falando a respeito de pesquisas que apontam que atividade física NÃO te ajuda a emagrecer. E as matérias (li várias) expõe todos os motivos para estas conclusões, um a um. Após ler todas, eu percebi o seguinte: não há praticamente novidade alguma em tudo isso.

As matérias apenas formam um conjunto de coisas que já vêm sendo faladas há bastante tempo, com mais um tanto de coisas que já sabíamos - apenas não havíamos analisado por determinado ângulo. Mais do mesmo. A maior "novidade" não é também tão novidade assim, apenas tinha pouca publicidade em cima. Vamos aos pontos para vocês entenderem meu raciocínio.

A fonte da maioria das matérias é este ensaio clínico randomizado, que acompanhou 4 grupos de obesos:

- O chamado "grupo controle", que não fazia dieta ou exercícios físicos.
- Um grupo que fazia apenas dieta, sem atividade física.
- Um grupo que fazia apenas atividade física sem dieta.
- Um grupo que fazia atividade física e dieta.

A grosso modo a conclusão foi a que a maioria dos portais noticiou: não houve grande diferença no emagrecimento entre quem faz dieta com atividade física, e de quem fez dieta sem atividade física. 

- Quem só fez atividade física teve o mesmo resultado de quem não fez dieta nem atividade física. 
- Quem fez dieta e atividade física teve praticamente o mesmo resultado de quem fez dieta sem atividade física.

É importante relembrar - quem sabe um dia eu fale um pouco mais sobre isso - que os ensaios clínicos randomizados são o mais alto nível de evidência científica de que dispomos atualmente. Não são simplesmente "estudos que apontam que...".

Esse é o resumo da ópera. Entendida esta parte? Bueno, seguiremos adiante. Quero então realçar alguns pontos que li aqui e acolá em diversas matérias (como já disse, li várias), e que podem nos dar uma nova visão sobre o assunto, ou pelo menos mostrar uma visão mais otimista sobre a atividade física.

- Atividade física não acelera o metabolismo como pensávamos. Esta seria uma "novidade" até para a maioria das pessoas, mas é algo que já se tem estudos bem consistentes há bastante tempo. Nem jejum de dias podem alterar o metabolismo significativamente (aí vocês podem pôr nessa conta tudo o que acreditávamos ser verdade sobre comer de 3 em 3 horas para manter o metabolismo "ativo").

- O gasto calórico da atividade física é pequeno. Isso não é novidade. Todos sabemos que caminhar por cerca de uma hora, num ritmo rápido, faz você perder cerca de 500 calorias no máximo - e há controvérsias. E basta comer um hambúrguer e uma porção de batata frita que vai tudo pelo ralo. Ou seja: é difícil gastar calorias, e muito fácil ganhá-las novamente.

- O corpo tende a se acostumar com o ritmo de atividade físico e pára de perder tanto peso. Outra coisa que não é novidade. Há centenas de matérias em revistas, portais, sites e blogs que falam que o organismo precisa de estímulos variados para seguir perdendo as mesmas calorias. Nesta onda de estímulos variados veio o HIIT - treino intervalado de alta intensidade. Ou seja: se você fizer sempre a mesma coisa, seu organismo passa a perder cada vez menos calorias com aquela atividade física.

O que percebemos, na verdade, é que atividade física não faz tanto pelo emagrecimento como pensávamos. Que não adianta virar a locona / locão da academia se a parte mais importante não for feita: o cuidado com a alimentação. 

De tudo o que este estudo mostrou "contra" a atividade física, ele apenas provou que se queremos emagrecer, a maior mudança precisa vir de onde mais importa mesmo: do prato. Se você quer ou precisa emagrecer, precisa principalmente controlar o que você come, ou a academia será totalmente em vão. Há mais de 7 anos atrás, o rapaz que era instrutor da academia que eu frequentava já me dizia: 80% do resultado da academia está no prato

Isso tudo significa que a atividade física não é importante? NÃO MESMO. A atividade física traz inúmeros benefícios que PRECISAM vir atrelados a uma dieta saudável. Emagrecer por emagrecer, sem pensar na saúde apenas vai fazer você acabar adoecendo magro.

A atividade física melhora a saúde como um todo e um corpo saudável acaba emagrecendo melhor, fatalmente. Também melhora o sono, os estímulos cerebrais, aumenta a imunidade, melhora o humor e mais uma infinidade de benefícios que deveriam vir atrelados ao emagrecimento.

Além do mais, a estética pode ser um grande benefício. Emagrecer sem atividade física pode fazer você se tornar uma miniatura do Bocão da Royal hein? Gelatininha humana não vale, rs.

O que o Márcio, do blog / site Saúde Primal neste post pontua, é que quem sabe num primeiro momento as pessoas que têm muito peso a perder deveriam focar mais no que vai no prato. O sobrepeso pode fazer com que tais pessoas se lesionem com mais facilidade e acabem mais perdendo que ganhando neste fase inicial. Eu sempre pensei assim. Tanto que quando iniciei os treinos do Focus T25 só fiz depois de mais de 20kg perdidos e quando não sentia mais dores nos joelhos e tornozelos, ou seja: quando senti que era seguro para mim. Neste momento estou com o mesmo foco, pois machuquei meu joelho e às vezes até uma caminhada mais longa o faz doer. Então iniciarei as atividades físicas quando sentir que é seguro para as minhas articulações - agora mais judiadas por lesões. 

Mas sem dúvida em algum momento incluirei a atividade física na minha rotina. Quero minimizar a flacidez que fatalmente virá, dado o excesso de peso que acumulei. Também quero perder medidas, perder gordura localizada e recuperar a massa muscular que perdi com o uso de remédios. Isso o exercício poderá fazer por mim. Sem contar que me dá muito mais disposição, e zera a minha asma. Ou seja: só vejo vantagens.

O que a gente precisa é entender a saúde como um todo, não só pelo espectro do emagrecimento. Magro e doente não adianta de nada. Se a saúde não vier atrelada, fatalmente nem a magreza conseguiremos manter. Que lutemos pela qualidade de vida, o peso ideal virá como um bônus.

Beijão!

04/07/2016

Resumo da semana e um jejum de 24 horas

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Ô semana corrida! Sim, esta frase já se tornou tão comum, que antes eu dizia que logo as coisas iriam acalmar, agora me conformei que não vão não, eu é que vou ter de me adaptar ao novo ritmo, rs. No trabalho apenas correria. Na alimentação, seguindo o mesmo ritmo, em todos os sentidos. Comendo basicamente 2 vezes no dia, mantendo jejuns diários de cerca de 16h em média (resultado de jantar cedo e esperar pelo almoço para comer novamente), e fiz um jejum maior de 24 horas essa semana. Já explico melhor.

O ponto alto da semana foi este jejum. Como o planejei, ele saiu melhor que o esperado e foi sofrimento zero. Planejei-o da seguinte forma: no dia anterior, jantei cedo, em torno das 18:30. O plano então era não almoçar e se a fome batesse enganar o estômago com uma xícara de café com óleo de coco ou manteiga - gordura, desde que sem exageros, não chegam a quebrar o jejum, pois não gera picos de insulina. O bacana é adaptar-se a não ingerir nada além de água, chás ou café. Mas é uma adaptação. Caso eu me sentisse fraca ou algo assim, teria no meu armário da escola algumas castanhas e amêndoas e pronto, problema resolvido. Como eu já disse, jejum não deve fazer você se sentir mal. Se fizer isso, quebre o jejum e coma, simples assim. A manhã foi super tranquila, fome zero. à tarde, pouco depois das três horas, senti uma leve fome, então fiz café com manteiga. Não é exatamente uma iguaria. Não é algo que eu faria propositalmente. É mais um meio para um fim: dar saciedade por mais tempo. Não sei se farei de novo. Na hora não pareceu tão ruim, mas depois me deu meio que nojinho hahahaha! Eu deveria sair do trabalho lá pelas 16h (trabalhei no horário de almoço e quando faço isso compenso saindo mais cedo), mas enrolei até um pouco depois. Então cheguei em casa e fui no supermercado. Depois me enrolei vendo vídeos no YouTube e assistindo à galera no snapchat, e então, perto das 17:30, dei início ao preparo do jantar que ficou pronto quase 19h, o que fez com que eu conseguisse um pouco mais de 24 horas de jejum. Super tranquilo! Depois, nos outros dias, segui o basicão das 16h em média de jejum e tudo certo.

Como vocês verão, minha alimentação tem sido basicamente comida de verdade: carnes, ovos, legumes, verduras em abundância, algum queijo e frutas algumas vezes na semana. Nada de complicado, tudo muito saboroso e extremamente nutritivo. Sem mistérios. Vamos às fotos da alimentação da semana, lembrando que as imagens não seguem ordem cronológica, mas representam o total de refeições da semana. A ordem cronológica você acompanha pelo Instagram (@denny.baptista) e as receitinhas dos pratos postados!


- Essa foi de hoje cedo. Café com nata pra acordar!

- Escondidinho de carne moída com abóbora, saladinha de alface com molho de maracujá.

- Uma tentativa de bolo de farinha de amêndoas com chantilly, que ainda precisa ser aprimorado.

- Ovos com demi (carne em conserva árabe), brotos de alfafa, cenouras, brócolis, e morangos.

- Cocada low carb da Lilian Sá!

- Berinjela com demi, carne bovina no óleo de coco, cenoura e alface.



- Escondidinho de abóbora com carne moída (é o mesmo da foto anterior, rs), vagem e cenoura refogadas na ghee e rúcula.

- Abóbora grelhadinha com tomate e queijo, broto de alfafa, alface e rúcula, e frango com molho de maracujá.

- Couve-flor gratinada, rúcula, ovo frito na ghee, espinafre na ghee com azeitona e alho, e morangos.

- Sobrecoxa de frango com broto de alfafa (perceberam que amo brotos né, rs), tomate e alface.

- Peito de frango colonial feito na panela de ferro pela sogra, alface, pepino, cebola, couve flor, repolho e rúcula orgânica colhida minutos antes da refeição.

- Franguinho mini assado com cebola em gengibre e canela, vagem refogada na ghee, brotos de treco e farofa que fiz com cebola, alho, cenoura, pepino, morango e farinha de coco.

O preparo dos pratos é sempre bem simples, apesar de alguns parecerem mais "rebuscados", não tem nada de dificil aí. Tudo super simples e sempre de olho nas promoções dos supermercados, rs...

Uma boa semana a todos!

Beijão!

01/07/2016

Sobre as nossas escolhas e as escolhas dos outros

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Hoje vivemos em uma época de quebra de paradigmas. Quanto mais estudo, quanto mais aprendo, mais percebo o quanto algumas crenças que eu tinha estavam equivocadas. E outras tantas "não são bem assim". Amo estudar e aprender coisas novas, e amo também mudar de opinião tantas vezes quantas forem necessárias. Dentro desta situação de aprendizado constante, acabo fazendo escolhas. Todos fazemos escolhas todos os dias. Todos aprendemos algo todos os dias. E estes aprendizados é que nos "empurram" para escolhas. Acho isso revigorante! Aprender, mudar! 

Ao mesmo tempo em que vamos mudando, nos transformando, escolhendo, precisamos também lidar com a dificuldade das pessoas em acolher a mudança dos outros. E não falo de mudanças que atingem as pessoas ao nosso redor, falo aqui de mudanças de cunho pessoal. Neste ano descobrimos o quanto somos intolerantes com quem discorda de nós em relação à política. Já fui muito intolerante também, e por muitas vezes não conseguia entender porque as pessoas pensavam diferente de mim, já que minhas crenças parecem ser tão claras. Mas o tempo nos ensina - e parabéns a nós, que aprendemos com o tempo - que sempre há dois lados da mesma moeda, e que o que é óbvio para mim, não é para o outro. Precisamos aceitar as escolhas dos outros. Por mais que doam ou revoltem às vezes. 

No campo pessoal, a mesma coisa acontece. Todos crescemos em meio a um conjunto de crenças e paradigmas que julgamos estarem corretos. O mundo, a vida, a família, a sociedade, nos brinda com conjuntos de crenças, que costumamos abraçar prontamente na maioria das vezes. Conforme a vida vai seguindo, e o tempo vai passando, muitos vão aprendendo que as coisas não são estanques, os aprendizados são necessários, e as mudanças podem acontecer. Mudamos, simples assim.

Dentro deste campo pessoal, entram nossas escolhas no que diz respeito a estilo de vida e alimentação. Tudo o que vai contra aquilo que a maioria acredita parece incomodar muito. Eu confesso achar bastante difícil falar para as pessoas, por exemplo, sobre minhas escolhas alimentares. Quando você usa palavra "dieta", a maioria já vê a conversa de forma negativa, quase instintivamente. Agora, então, que adotei um novo estilo de alimentação como proposta de vida, não apenas como dieta, parece que as coisas ficam mais difíceis. 

Das coisas que eu não pretendo nesta vida, é sair por aí colocando isto goela abaixo das pessoas. Eu acredito sim, que minha prática alimentar só traz benefícios à saúde. Acredito que este modo de alimentação "ocidental" que adotamos é extremamente prejudicial à saúde de forma geral. Mas isto são coisas que EU penso. E isso jamais deve ser posto às outras pessoas como forma de imposição. Aquele discurso chato pra caramba de "se você continuar comendo assim vai morrer" é algo que eu acho que não deve existir. Eu faço minhas escolhas. Você faz as suas. Cada um colhe suas consequências e tudo certo. Deveria ser assim.

Às vezes as experiências que temos durante a vida nos enriquecem demais. Meus avós eram vegetarianos (ovo lacto), e convivo com muitos vegetarianos. No meu meio muitas pessoas adotam este estilo de vida. Eu acho muito bacana, de verdade. Já falei, quem sabe um dia eu siga por esta linha. Mas infelizmente, neste meio, há muitas pessoas que levantam uma bandeira tão intransigente que angariam mais antipatia que simpatia pelo meio. Por conviver com pessoas que fazem escolhas alimentares diferentes, e que o fazem de forma a não apenas menosprezar as escolhas alheias, como quase criminalizá-las, aprendi a não agir assim. Vejam bem, não sou perfeita. Sim, já fui um tanto mais chata, digamos assim. Mas como eu disse, a vida nos amadurece. 

Eu fiz minhas escolhas, as faço todos os dias. É importante que elas sejam aceitas e respeitadas pelo que são: escolhas pessoais a intransferíveis. E também preciso respeitar as escolhas dos outros, por mais contrárias que sejam às minhas. É fácil? Certamente não. Mas precisamos caminhar rumo a isso.

Beijão!